Tuesday, June 30, 2020

Resumo - Crase - Prof. Fábio Alves (2)

Casos em que não ocorre crase:

Antes de palavra masculina - 'andar a pé' ou 'andar a cavalo'

Atenção: Vestia-se à Luís XV. (à moda de) / Vamos à Tancredo Neves. (à rua)

Antes de verbos no infinitivo - 'começar a estudar' ou 'voltar a rezar'

A no singular e palavra seguinte no plural:

Obedeço a leis que se configuram como justas. (sentido genérico)
Obedeço às leis que se configuram como justas. (sentido específico)

Somos favoráveis a decisões mais ponderadas. (sentido genérico)
Somos favoráveis às decisões mais ponderadas. (sentido específico)

Antes da palavra terra, no sentido de chão firme - O mar está revolto, vamos a terra.

Determinada - Voltamos à terra dos meus avós.

Planeta Terra - Os astronautas chegaram à Terra.

Antes da palavra casa:

Indeterminada - Fui a casa pegar os documentos.

Determinada - Fiz uma visita à casa de meus tios.

Antes de pronomes pessoais, relativos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e de tratamento

Entregue o relatório a ela. (Pessoal)
Informei o novo horário a esse cliente. (Demonstrativo)
Ele é meu amigo, a quem sempre obedeço. (Relativo)
Jamais devi dinheiro a ninguém. (Indefinido)
A quem você será fiel? (Interrogativo)
Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria. (Tratamento)

Exceções:

aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, aqueloutro, aqueloutra, aqueloutros, aqueloutras - demonstrativos
mesma, própria, outra, tal, demais - indefinidos e demonstrativos
a qual, as quais - relativos
senhora, senhorita, dona, madame, dama, doutora, professora - tratamento

Palavras repetidas - A conta foi aumentando gota a gota.

Exceções: É preciso declarar guerra à guerra / É preciso dar mais vida à vida

Antes da expressão Nossa Senhora e de nomes de santas - Fiz uma promessa a Santa Teresinha.

Crase facultativa:

Nomes próprios femininos - Ensinamos português a/à Beatriz.

Tirando a prova real: Ensinamos português a/ao José.

João visitou a Beatriz. (proibido - sem crase, verbo transitivo direto)

Nome próprio qualificado - obrigatória: Enviei a mensagem à simpática Beatriz.

Pessoas com quem não se tem intimidade: Ele fez homenagem a Fátima Bernardes.

Mas: Ele fez homenagem à renomada Fátima Bernardes.

Pronome possessivo adjetivo feminino no singular (minha, tua, sua, nossa e vossa) - O documento pertence a/à sua tia.

Tirando a prova real: O documento pertence a/ao seu tio.

Comprei a sua bolsa. (proibido - sem crase, verbo transitivo direto)

Pronome possessivo no plural - obrigatória ou proibida: Obedeço a/às nossas coordenadoras.

Pronome possessivo substantivo, embora seja feminino - obrigatória: Referi-me à sua opinião, mas não à minha. (no primeiro: facultativa - pronome adjetivo - acompanha o substantivo / no segundo: obrigatória - pronome substantivo - substitui o substantivo)

Depois da preposição até - a preposição 'até' é a única que admite outra preposição, a preposição é facultativa, existe a locução prepositiva até a

Fui até a/à igreja.

Até - palavra denotativa de inclusão, a crase vai depender do verbo, ou existe ou não existe:

Construiu a escada, a piscina e até a sacada. (construir - verbo transitivo direto: proibida)
Isso interessa à mãe, à tia e até à avó. (interessar - verbo transitivo indireto: obrigatória)

Sunday, June 28, 2020

Resumo - Crase - Prof. Fábio Alves (1)

A crase e as locuções:

Locuções adverbiais femininas

Tempo - às vezes, à tarde, à noite
Lugar - à direita, à esquerda
Modo - à vontade, às pressas
Intensidade - à beça

Interpretação de texto:

Os trabalhadores passavam a tarde no serviço. (ficavam a tarde inteira = a - artigo e tarde - substantivo)
Os trabalhadores passavam à tarde no serviço. (ao entardecer = naquele momento)

Virei a noite. (a - artigo e noite - substantivo / virei = verbo virar - passar acordado da noite para o dia)
Virei à noite. (naquele momento / virei = verbo vir)

As sextas-feiras são tumultuadas aqui. (a - artigo e sexta-feira - substantivo)
Às sextas-feiras, eu saio mais cedo. (só nas sextas)

Locuções prepositivas femininas - à procura de, à espera de, à beira de, à custa de

Locuções conjuntivas femininas - à medida que, à proporção que

Adjuntos adverbiais de instrumento - crase facultativa, mas obrigatória em alguns casos, para evitar ambiguidades

Questão semântica:

Comprou a vista. (o olho?) / Comprou a TV à vista. (totalmente no ato da compra, não parcelado)
Pagou a prestação. (daquele dia) / Pagou a impressora à prestação. (pagar mensalmente)

Expressão 'à moda de' implícita - sempre haverá crase, como nos restaurantes: arroz à grega, bife à milanesa, bife à parmegiana, bife à portuguesa

Atenção: bife a cavalo, frango a passarinho (não há crase)

Locução 'a distância':

indeterminada, formando locução adverbial - crase facultativa, mas em alguns casos, recomendada para evitar ambiguidades
determinada, formando locução prepositiva - crase obrigatória

Crase antes de lugares - depende do lugar que admite artigo, ou somente a preposição:

Relembrando as aulas de emprego do artigo:

Os nomes da maioria das cidades não admitem artigo, a menos que venham determinados com um adjunto adnominal: São Paulo, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Paris, Roma, Lisboa etc.

Os seguintes estados brasileiros são usados sem artigo: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Os demais estados brasileiros exigem o artigo: o Amazonas, o Pará, o Ceará, a Paraíba, a Bahia etc.

Artigo facultativo: Alagoas e Minas Gerais

A maioria dos nomes de países exigem o artigo: o Brasil, a Espanha, os Estados Unidos, a Colômbia etc.

Mas alguns rejeitam o artigo, exceto se vierem especificados por um adjetivo ou uma locução adjetiva: Israel, Portugal, Cuba, Angola, Moçambique etc.

Conclusão: cidades - sem crase / países e estados - com ou sem crase

Macete usado no ensino fundamental e médio:

vou à, volto da e estou na = crase há
vou a, volto de e estou em = crase pra quê
se estiver especificado = crase vai ter

Regra: não se usa crase antes de numeral, porém, a crase antes de numerais ocorre em casos bastante isolados

Atenção: Vamos à Vinte de Setembro. (subentende-se a palavra 'rua'. Tirando a prova real, substitui-se 'rua' por 'bairro')

Estrutura: verbo/regência > a = à / a < numeral/substantivo

Chegaram-se às três propostas mais votadas. (100%)
Estudaram-se as três propostas mais sensatas. (50% = a < numeral/substantivo)

Indicando horas, torna-se locução adverbial feminina, seja a hora por extenso ou numerada.

Para verificar se há ou não crase, substitui-se a hora pelo substantivo meio-dia.

A reunião inicia-se às 18h. (ao meio-dia)

O cantor virá à uma hora. (numeral = hora exata, com crase)

Os fiéis estarão lá a uma hora qualquer. (artigo indefinido = hora indeterminada, não há crase, é uma expressão inteira)

Não há crase antes de horas diante das preposições para, desde, após e entre, mas, com a preposição até, a crase será facultativa

Faltará luz entre as 15h e as 19h.

Paralelismo:

Esperamos o diretor das 10h às 13h. (tempo total de espera)
Esperamos o diretor de 10h a 13h. (esperaram por 2 horas)

Simetria - masculino / feminino; homem / mulher
Assimetria - masculino / homem; mulher / feminino

São corretas construções como 'de segunda a sexta', 'de segunda a sábado', 'de segunda a domingo', 'de terça a sábado', 'de terça a sexta', 'de terça a domingo', 'de quarta a sábado', 'de quarta a domingo'

Horário de funcionamento: 9h às 22h. (a contração 'das' está implícita)

Leia o texto da página 20 à 26. (a palavra 'página' está subentendida, tirando a prova real: Leia o texto do capítulo 20 ao 26, a palavra 'capítulo' está subentendida)

Da sala 13 à 17. (tirando a prova real: do quarto 13 ao 17)

Antes de datas não há crase: O encontro realizar-se-á de 12 a 18 de junho. / De 20 a 27 de julho, realizar-se-á a exposição. / O congresso ocorrerá entre 2 e 9 de agosto.

Atenção: Da semana 5 à 8, ocorrerá o seminário. (a palavra 'semana' está implícita)

Numerais ordinais femininos - 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª...

Entregou os livros à primeira professora. (tirando a prova real: Entregou os livros ao primeiro professor)

Friday, June 26, 2020

Resumo - Crase - Prof. Fábio Alves

Crase - vem do grego krasis, que significa junção, fusão de sons iguais. No caso, é a fusão da preposição a com o artigo definido a, a vogal a que inicia os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo, aqueloutro(s), aqueloutra(s), o pronome demonstrativo a ou as ou o a inicial do pronome relativo a qual (as quais)

A - artigo definido, preposição, pronome pessoal oblíquo ou pronome demonstrativo

Combinação - a preposição não sofre alterações ao se associar a outras palavras
Contração - a preposição sofre alteração fonética ao se juntar a outras classes gramaticais, como artigos, pronomes e advérbios

Condição de ocorrência da crase: termo (verbo, substantivo, adjetivo ou advérbio) que exige preposição e termo que admite artigo

Preposição - regência verbal ou nominal

Advérbio, preposição e conjunção - locução adverbial, prepositiva e conjuntiva

A preposição + A inicial do pronome demonstrativo AQUELE, antes do pronome relativo QUE e da preposição DE

Termo que exige preposição (verbo ou nome) + termo que admite o pronome demonstrativo

Contração da preposição com o A do pronome relativo A QUAL

Termo que exige preposição + termo que admite o pronome relativo

Termo subordinante e termo subordinado

Artifício para reconhecer o fenômeno - substituir a palavra feminina por uma masculina

à qual = ao qual - com crase / a qual - o qual = sem crase
à = ao - com crase / a - o = sem crase
àquele = a este - com crase / aquele - este = sem crase

Resumo - Regência - Prof. Fábio Alves (3)

Regência com pronomes relativos:

Pronome relativo - refere-se a um termo anterior (antecedente), substituindo esse termo na próxima oração. Inicia oração subordinada adjetiva (restritiva ou explicativa), funcionando como elemento de coesão e evita a repetição.

Pronomes relativos:

Variáveis - o qual, cujo, quanto
Invariáveis - que, quem, onde, como, quando

1º passo - identificar o pronome relativo
2º passo - identificar a transitividade do verbo ou do nome

Relembrar: pronome relativo, transitividade verbal, regência, preposição, oração subordinada adjetiva

A preposição deve aparecer antes do pronome relativo

Funções sintáticas do pronome relativo:

que - sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito, predicativo do objeto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial
quem - objeto direto preposicionado, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial
onde - adjunto adverbial de lugar (real ou virtual)
como - adjunto adverbial de modo
quando - adjunto adverbial de tempo (real ou virtual)
o qual - idem ao que
cujo - adjunto adnominal e complemento nominal
quanto - sujeito e objeto direto

Thursday, June 25, 2020

Resumo - Regência - Prof. Fábio Alves (2)

Regência dos verbos pronominais:

Morfologia - Aula 12 (verbos)

arrepender-se, queixar-se, zangar-se, enganar-se, debater-se, pentear-se

Informar-se - colocar-se a par de um assunto: VTI (de)

Esquecer / lembrar / recordar / admirar: sem pronome - VTD / com pronome - VTI (de)

Importar-se - ter interesse: VTI (com/em/de)

Simpatizar/antipatizar - VTI (com): Não são pronominais, exceto em situação de reflexividade ou reciprocidade

Sobressair - VTI (em) e não pronominal, apesar de um dicionário registrá-lo como pronominal

Confraternizar - VI ou VTI (com) e não pronominal

Proliferar - VI e não pronominal

Silenciar - VI e não pronominal

Regência com os pronomes oblíquos átonos:

1ª pessoa do singular - me
2ª pessoa do singular - te
3ª pessoa do singular - se, o, a, lhe
1ª pessoa do singular - nos
2ª pessoa do singular - vos
3ª pessoa do singular - se, os, as, lhes

o, a, os, as - são sempre objeto direto
lhe, lhes - são sempre objeto indireto
me, te, se, nos, vos - podem ser objeto direto ou indireto

Os concursos, vestibulares e o Enem sempre perguntam a função sintática e a classificação morfológica (classe gramatical)

Lhe e lhes só substituem objetos indiretos representados pelas preposições a ou para, não pelas preposições de, com, em e por.

Verbos cujo objeto indireto não é pessoa (física ou jurídica), mas sim coisa, aos quais não se devem usar as formas pronominais átonas lhe e lhes como complemento, mas sim as formas tônicas a ele(s), a ela(s): assistir = ver / aspirar e visar = almejar / obedecer = coisa / aludir = fazer alusão / referir-se / proceder = realizar / anuir = dar consentimento, aprovação

Verbos que admitem o pronome LHE: assistir = pertencer / obedecer = com complemento de pessoa, instituição ou ser personificado

O pronome se funciona como objeto direto ou indireto, mas é usado na voz reflexiva ou na voz recíproca

Regência nominal - capacidade que o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) tem de se unir ao seu complemento sempre ligado por uma preposição

Regência verbal - capacidade que o verbo tem de se unir ao seu complemento ou adjunto com ou sem preposição

Complemento nominal + substantivo, adjetivo ou advérbio - sempre haverá preposição
Objeto direto ou indireto ou adjunto adverbial + verbo significativo - pode haver preposição ou não

Advérbios derivados de adjetivos: relativo / relativamente; diferente / diferentemente

Regência de alguns nomes:

acostumado a, com
adido a
adjunto a
amizade a, por, com
amor a, por
amoroso com, para, para com
antipatia a, por
apaixonado de, por
apto a, para
assíduo em
atenção a, para, com, para com
aversão a, por
chute a
consideração a, com para com, por, acerca de, a respeito de, sobre
constante de ou em
consulta a ('consulta em' é regência errônea, embora consagrada)
correspondente a ou de
curioso a ou de ('curioso por' é regência errônea, embora consagrada)
deputado por (o mesmo se aplica a vereador e senador; 'deputado de' é regência errônea, embora consagrada)
desacostumado a ou com
equivalente a ou de
falta a, com ou para com
grudado a
horror a, de ou por
ida a ou para
impróprio para
inclinação a, para ou por
invasão de ou em ('invasão a' é regência errônea, embora consagrada)
liderança sobre ('liderança em' é regência errônea, embora consagrada)
morador de ou em ('morador a' é regência errônea embora consagrada)
ódio a ou contra ('ódio de' é regência errônea, embora consagrada)
ojeriza a ou por
palpite sobre ('palpite para' é regência errônea, embora consagrada)
paralelo a ou com
parecido a ou com
passagem por ('passagem sobre' é regência errônea, embora consagrada)
preferência a ou por
preferível a ('preferível do que' é regência errônea, embora consagrada)
presente a ou em
pressão sobre
próximo a ou de
relacionado com ('relacionado a' é regência errônea, embora consagrada)
relativo a
residente em ('residente a' é regência errônea, embora consagrada)
sito em ('sito a' é regência errônea, embora consagrada)
situado em ('situado a' é regência errônea, embora consagrada)
vinda a ou para

Resumo - Regência - Prof. Fábio Alves (1)

VT: VTD, VTI e VTDI - objetos
VI: adjunto adverbial

Maestro - termo subordinante: verbo nocional
Orquestra - termo subordinado: qualquer termo que exija, ou não, preposição

Regência de alguns verbos:

agradar - fazer carinho, acariciar = VTD / satisfazer, contentar = VTI (a), admite o pronome LHE

O antônimo desagradar é sempre transitivo indireto.

assistir - ver, presenciar = VTI (a), não admite o pronome LHE / ajudar, prestar assistência = VTD ou VTI (a) / pertencer, caber direito ou razão = VTI (a), admite o pronome LHE / morar, residir = VI (em)

ir/chegar = VI (a)

ir a = transitoriedade, algo passageiro / ir para = permanência, algo definitivo

obedecer/desobedecer = VTI (a) e admitem voz passiva, porque antigamente eram transitivos diretos

pagar/perdoar - objeto pessoa ou instituição = VTI (a) / objeto coisa = VTD / dois objetos = VTDI (a)

preferir = VTDI (a), e não admite a locução conjuntiva do que nem advérbios ou locuções adverbiais de intensidade como mais, antes, mil vezes, muito mais, um milhão de vezes. A ênfase já é dada pelo próprio prefixo contido no verbo (pre-) que denota preferência, superioridade, primazia.

Preferir mais é pleonasmo vicioso, 'preferir uma coisa do que outra' se justifica por associação com o verbo gostar em comparações.

visar - ter em vista = VTI (a), não admite o pronome LHE / apontar, mirar, pôr visto, rubricar = VTD

Quando o verbo visar é seguido de infinitivo, a preposição é omitida.

aspirar - respirar, sorver = VTD / pretender, almejar = VTI (a), não admite o pronome LHE

informar = VTDI (a, de ou sobre) - informar alguma coisa a alguém ou informar alguém de (ou sobre) alguma coisa

Seguem a mesma regência os seguintes verbos: avisar, advertir, notificar, certificar, cientificar, aconselhar, impedir, incumbir, proibir

proceder - executar, realizar = VTI (a), não admite o pronome LHE / derivar, originar-se = VTI (de) / indicar local de origem = VI (de) / ter fundamento, fazer sentido, comportar-se, agir = VI

querer - desejar = VTD / estimar, ter afeto = VTI (a), admite o pronome LHE

agradecer - objeto pessoa = VTI (a) / objeto coisa = VTD / dois objetos = VTDI (a)

chamar - convocar, reunir = VTD / invocar, clamar = VTI (por) / qualificar, nomear = VTD ou VTI (a), usado com predicativo do objeto

implicar - acarretar, ter como consequência = VTD / ter implicância = VTI (com) / envolver(-se) = VTDI (em)

O uso de implicar com a preposição em no sentido de pressupor se explica pela influência dos sinônimos resultar, redundar, reverter e importar, que são transitivos indiretos, regendo a preposição em.

precisar - marcar com precisão, calcular = VTD / necessitar, carecer = VTI (de) / ser necessitado = VI

A preposição é obrigatória quando o complemento é um substantivo ou pronome, e desnecessária quando o complemento é um verbo no infinitivo

namorar = VTD ou VTI (com)

O uso da preposição com se justifica por associação com os verbos casar e noivar

responder - para dar o conteúdo da resposta diretamente = VTD / quando se refere a quem ou ao que produziu a pergunta = VTI (a) / quando se fornecem duas respostas = VTDI (a)

Pesquisar a regência de outros verbos nas gramáticas e na internet: atender, conferir, constar, custar, consistir, suceder, torcer, concordar, apelar

Outros verbos: abraçar, apoiar-se, atingir, atirar, aumentar, bater, carregar, confraternizar, comungar, constituir, contentar, contribuir, deparar, desculpar, dignar-se, declinar, encontrar, ensinar, esperar, entrar, entender, estimar, felicitar, fugir, indagar, importar, interessar, meditar, morar, presidir, persuadir, propor, reparar, resignar, satisfazer, socorrer

Resumo - Regência - Prof. Fábio Alves

Reger - 1: administrar, dirigir, governar, reinar / 2: conduzir, guiar / 3: ensinar, lecionar / 4: subordinar

Maestro - termo regente: verbo significativo, seja ele transitivo ou intransitivo, e indica ação ou nome (substantivo, adjetivo e advérbio)
Orquestra - termo regido: complemento verbal (objeto direto e indireto), complemento nominal e adjunto adverbial

Tipo de ligação que o verbo ou nome estabelece com o complemento, determina quando se deve usar a preposição e qual será essa preposição

Verbos transitivos - diretos, indiretos e diretos e indiretos
Verbos intransitivos - adjuntos adverbiais: lugar, tempo, modo, intensidade, afirmação, negação, dúvida etc.

Regência - flexão de palavras

Verbos - amar, obedecer, acessar
Substantivos - amor, obediência, acesso
Adjetivos - amável, obediente, acessível
Advérbios - longe, perto, relativamente

Regência verbal ou nominal?

Verbos - considerar, admirar, contrariar
Nomes - consideração, admirável, contrário

Dependendo do sentido do verbo, tem uma regência

Assistir: ver = VTI (a) / ajudar = VTD ou VTI (a) / pertencer = VTI (a) / morar = VI (em)
Implicar: acarretar = VTD / ter implicância = VTI (com) / envolver-se = VTDI (em)
Precisar: necessitar = VTI (de) / marcar com precisão = VTD
Proceder: ter fundamento = VI / agir = VI / originar-se = VTI (de) / realizar = VTI (a)
Visar: mirar = VTD / dar visto = VTD / ter em vista = VTI (a)
Aspirar: sorver = VTD / almejar = VTI (a)
Chamar: convocar = VTD / invocar = VTI (por) / apelidar = VTD ou VTI (a)
Agradar: fazer carinho = VTD / satisfazer = VTI (a)
Custar: ser custoso = VTI (a) / exigir = VTDI (a) / ter o preço = VI
Querer: desejar = VTD / estimar = VTI (a)
Reparar: consertar, indenizar = VTD / observar = VTI (em)
Responder: falar, declarar = VTD / dar resposta a uma pergunta = VTI (a) / dar resposta a alguém = VTDI (a)

Nomes que regem preposições diferentes

curioso a - interessante / curioso de - prático, interessado
inclinação a ou para - tendência / inclinação por - atração, simpatia
amizade a ou por - estima / amizade com - ligação
atenção a ou para - concentração, cuidado / atenção com ou para com - consideração, cortesia
consideração a, com, para com ou por - respeito / consideração acerca de, sobre ou a respeito de - reflexão, raciocínio
falta a - ausência / falta com ou para com - culpa leve
apaixonado de - admirador, entusiasta, fã, aficionado (despreze a grafia 'aficcionado') / apaixonado por - enamorado

Dicionários especializados em regência: Dicionário Prático de Regência Verbal e Dicionário Prático de Regência Nominal, ambos de Celso Pedro Luft

Saber regência é saber a transitividade do verbo ou do nome, é saber qual preposição utilizar

Wednesday, June 24, 2020

Resumo - Pontuação - Prof. Fábio Alves (2)

Ponto de interrogação - é usado ao final de frases interrogativas diretas. Nas frases interrogativas indiretas, usa-se o ponto final. Quando combinado com o ponto de exclamação, indica surpresa e indignação. Quando combinado com reticências, indica dúvida e incerteza. Para enfatizar e intensificar o sentimento expresso, pode aparecer duplicado ou triplicado.

Ponto de exclamação - usado após interjeições, em frases exclamativas expressando sentimentos diversos, em frases imperativas e optativas e em vocativos. Indica incerteza e dúvida quando combinado com reticências, e surpresa e indignação quando combinado com o ponto de interrogação. Pode aparecer duplicado ou triplicado, para intensificar e enfatizar o sentimento expresso.

Reticências - indicam a suspensão ou interrupção de uma ideia, fato ou ação, transmitem hesitação, dúvida ou suspense, indicam omissão de pensamento, permitem que o leitor, com sua imaginação, prossiga imaginando o texto, indicam que algumas partes do texto foram suprimidas (texto editado) e realçam uma palavra ou expressão

Parênteses - introduzem explicações, comentários, considerações e reflexões, delimitam o período de vida de uma pessoa e seu ano de nascimento e morte, informam o nome do autor, o nome da obra e seu ano de publicação etc., indicam marcações cênicas em uma peça de teatro e possibilidades alternativas de leitura

Travessão - indica quando começa a fala de um personagem, quando há a troca de interlocutor e a mudança para o narrador através de verbos de elocução, realça uma informação sobre um elemento da frase e destaca o aposto

Aspas:

Duplas - usadas no início e fim de citações e transcrições de outros textos, em palavras e expressões estranhas à língua culta (erros gramaticais, expressões populares, gírias, estrangeirismos, neologismos e arcaísmos), em palavras e expressões que se pretendem destacar, conferindo-lhes ironia ou ênfase, em obras literárias ou artísticas, como livros, obras de arte, filmes, músicas, jornais, revistas etc. Nesse caso, pode ser substituída pelo negrito, itálico ou sublinhado

Simples - usadas no interior de um texto em que já se usou aspas duplas

Pontuação entre as orações:

Orações coordenadas assindéticas - são separadas por vírgula

Orações coordenadas sindéticas:

Adversativas, alternativas, explicativas e conclusivas - são separadas obrigatoriamente por vírgula

Aditivas - são separadas por vírgula, quando a conjunção 'e' liga orações com sujeitos diferentes, quando o conectivo vier repetido enfaticamente, o que configura uma figura de linguagem denominada polissíndeto ou quando a conjunção 'e' tiver outro valor semântico que não o de adição (adversidade, conclusão, consequência, finalidade). Quando a conjunção 'e' liga orações com o mesmo sujeito, a vírgula é proibida

Nas orações coordenadas, a vírgula pode ser substituída por ponto e vírgula. Quando intercaladas, usa-se vírgula, travessão ou parênteses.

Orações subordinadas substantivas:

Subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais e predicativas - não se usa vírgula na ordem direta, mas sim na ordem inversa

Apositivas - são separadas por vírgula, dois-pontos ou travessão

Orações subordinadas adjetivas:

Explicativas - são separadas por vírgula, travessão ou parênteses

Restritivas - em sua maioria, ligam-se diretamente ao termo antecedente. Podem terminar por vírgula quando são muito longas ou quando os verbos da oração principal estão lado a lado

Orações subordinadas adverbiais:

Causais, condicionais, finais, concessivas, temporais, conformativas e proporcionais - vírgula facultativa na ordem direta e obrigatória na ordem inversa e intercalação

Comparativas e consecutivas - vírgula proibida

Orações reduzidas - seguem a mesma regra das desenvolvidas

Resumo - Pontuação - Prof. Fábio Alves (1)

Emprego da vírgula:

termos de mesma função sintática ou classe gramatical
elipse ou zeugma do verbo
aposto explicativo e comparativo (o aposto especificativo não é separado por vírgula)
vocativo, inclusive o vocativo de ofícios e cartas comerciais
expressões explicativas, retificadoras, continuativas, conclusivas ou enfáticas
conjunções adversativas e conclusivas deslocadas
adjunto adverbial anteposto ou intercalado
predicativo do sujeito deslocado em predicados verbo-nominais
enumeração de termos coordenados, não ligados pelas conjunções e, ou e nem
nomes de lugares em indicações de datas
número da rua em endereços
integrantes de dispositivos de lei
objeto direto ou indireto pleonástico, elemento repetido ou anacoluto

Uso facultativo depois das conjunções adversativas e conclusivas quando iniciam frase.

Ponto final - usado no fim de frases declarativas e imperativas, para separar casas decimais, exceto os indicadores de ano e nas abreviaturas

Ponto e vírgula - indica uma pausa intermediária, maior que a vírgula e menor que o ponto final. É usado nos seguintes casos:

separação de diversos itens de uma enumeração, bastante comum em redações técnica e oficial
orações em que se omite o verbo da segunda (economia linguística)
orações extensas e relacionadas entre si e que já tenham vírgula em seu interior, ou orações coordenadas cuja conjunção está implícita
orações coordenadas adversativas e conclusivas com conectivo deslocado, e nessas mesmas conjunções, substituir a vírgula
pensamentos independentes e pensamentos opostos

Dois-pontos - antes da fala do personagem no discurso direto, antes de uma enumeração ou citação, esclarecimento, explicação, resumo, causa ou consequência, antes de um aposto enumerativo ou oraçao apositiva, antes de um exemplo, nota ou observação, após o vocativo inicial de documentos e comunicações oficiais

Resumo - Pontuação - Prof. Fábio Alves

Introdução ao estudo da pontuação - O valor da vírgula:

A vírgula pode ser uma pausa... Ou não.
Não, espere. / Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4 / 2,34

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado. / Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve. / Isso, só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido. / Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber. / Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência! / Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

Sinais de pausa - ponto final, vírgula e ponto e vírgula
Sinais de entonação - dois-pontos, ponto de interrogação, ponto de exclamação, reticências, aspas, parênteses, colchetes, chaves e travessão

Regras básicas de pontuação:

1 - Usa-se o ponto de interrogação ao final de perguntas
2 - Usa-se a vírgula para separar elementos de mesma função sintática e coordenados entre si (termos semelhantes, termos coordenados assindéticos, itens de uma enumeração)

Termos da oração - essenciais, integrantes e acessórios

Essenciais - sujeito e predicado
Integrantes - objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva
Acessórios - adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto
Independente - vocativo

Orações - coordenadas, subordinadas e reduzidas

1 - pontuação entre os termos da oração
2 - pontuação entre as orações

Ordem direta - termos: sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial (+ conjunção) / orações: oração principal + oração subordinada

Termos repetidos - sujeito, complemento e adjunto adverbial: usa-se a vírgula

Termos deslocados ou intercalados: vírgula obrigatória

Dicas para a pontuação dentro das orações: reconhecer o sujeito, reconhecer o verbo (transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto, intransitivo ou de ligação), o complemento verbal (objeto direto, objeto indireto ou predicativo) e o adjunto adverbial (tempo, modo, lugar, causa, finalidade etc.)

Casos em que não se deve usar vírgula em hipótese alguma:

Termos - entre o sujeito e o predicado, entre o verbo e o objeto (direto ou indireto), entre a locução verbal de voz passiva e o agente da passiva, entre o verbo de ligação e o predicativo, entre o nome e o aposto especificativo e entre o nome e o complemento nominal e o adjunto adnominal. A vírgula é facultativa entre o complemento de um verbo e logo após um adjunto adverbial

Orações - entre a oração adjetiva restritiva e a oração principal, entre a oração principal e a oração subordinada substantiva (exceto a apositiva, que admite vírgula ou dois-pontos) e antes da oração adverbial consecutiva

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves (4)

Oração subordinada adjetiva - refere-se a um substantivo ou pronome da oração principal, e é sempre introduzida por pronomes relativos: que, o qual (e variações), quem, onde, cujo (e variações), quanto (e variações), como e quando. Pode estar no fim da oração ou intercalada nela

Adjetivo explicativo - expressa qualidade essencial, inerente ao ser
Adjetivo restritivo - expressa qualidade acidental, que não é própria do ser

Oração subordinada adjetiva explicativa - vem separada por vírgula, travessão ou parênteses, generaliza, universaliza a significação do antecedente
Oração subordinada adjetiva restritiva - liga-se diretamente ao antecedente, restringe, delimita, particulariza sua significação

A oração subordinada adjetiva pode vir precedida de preposição, se o verbo ou nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) da oração principal exigir

Orações reduzidas - conceitos básicos:

Formas nominais do verbo - infinitivo: vender / gerúndio: vendendo / particípio: vendido

Conectivos

Orações subordinadas desenvolvidas

Características:

O verbo estará sempre no gerúndio, no infinitivo ou no particípio
Não é introduzida por conjunções subordinativas, locuções conjuntivas ou pronomes relativos
Podem ser introduzidas por preposições ou locuções prepositivas
Na maioria das vezes, é possível transformá-la em sua forma desenvolvida. Há casos em que é impossível essa transformação

Nem toda oração desenvolvida pode ser reduzida, bem como nem toda oração reduzida pode ser desenvolvida. Há orações que só aparecem sob a forma desenvolvida, ou só sob a forma reduzida.

Orações reduzidas de infinitivo - substantivas, adjetivas e adverbiais
Orações reduzidas de gerúndio - coordenadas aditivas, adjetivas e adverbiais
Orações reduzidas de particípio - adjetivas e adverbiais

Orações subordinadas substantivas:

Forma desenvolvida ou explícita - iniciada por conjunção integrante, pronome ou advérbio interrogativo, verbo flexionado
Forma reduzida ou implícita - sem conjunção, pronome ou advérbio, verbo expresso no infinitivo

Orações subordinadas adjetivas:

Forma desenvolvida - iniciada por pronome relativo, verbo flexionado
Forma reduzida - sem pronome relativo, verbo expresso no infinitivo, gerúndio ou particípio

Orações subordinadas adverbiais:

Forma desenvolvida - iniciada por conjunção subordinativa, verbo flexionado
Forma reduzida - sem conjunção, verbo expresso no infinitivo, gerúndio ou particípio (causais, concessivas, condicionais e temporais) ou somente na forma infinitiva (consecutivas e finais). As comparativas, conformativas e proporcionais são sempre desenvolvidas

Orações reduzidas de infinitivo

Substantivas - subjetivas, predicativas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, apositivas
Adjetivas - restritivas, explicativas
Adverbiais - causais, condicionais, consecutivas, concessivas, finais e temporais

Orações reduzidas de gerúndio:

Coordenadas aditivas
Adjetivas - restritivas, explicativas
Adverbiais - causais, concessivas, condicionais e temporais

Orações reduzidas de particípio:

Adjetivas - restritivas, explicativas
Adverbiais - causais, concessivas, condicionais e temporais

Algumas orações reduzidas, especialmente adverbiais, podem permitir mais de um desenvolvimento, ou seja, podem ser temporais ou causais, temporais ou condicionais. Também há orações reduzidas que não se desdobram, chamam-se reduzidas fixas.

Tuesday, June 23, 2020

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves (3)

Oração subordinada adverbial comparativa - estabelece uma comparação iniciada pelo verbo da oração principal. É frequente a omissão do verbo em orações adverbiais comparativas.

Principais conjunções e locuções conjuntivas comparativas: como, bem como, assim como, mais/menos... (do) que, tão/tanto... quanto/como

Oração subordinada adverbial condicional - expressa uma condição para o que foi dito na oração principal.

Principais conjunções e locuções conjuntivas condicionais: se, caso, desde que, contanto que, a menos que, a não ser que, salvo se, exceto se, sem que, uma vez que

'Uma vez que' pode ser causal ou condicional

Oração subordinada adverbial consecutiva - expressa a consequência ou o efeito do fato ocorrido na oração principal.

Principais conjunções e locuções conjuntivas consecutivas: tal... que, tão... que, tanto... que, tamanho... que, de maneira que, de forma que, de modo que, de sorte que

Oração subordinada adverbial conformativa - estabelece um acordo ou uma conformidade entre o pensamento expresso na oração principal

Principais conjunções conformativas: conforme, segundo, consoante, como

'Como' pode ser causal, comparativa ou conformativa

Oração subordinada adverbial concessiva - expressa a possibilidade de uma oposição. Mesmo que contraditória, garante que o fato se realizará

Concessiva - operador argumentativo fraco / Adversativa - operador argumentativo forte

Principais conjunções e locuções conjuntivas concessivas: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, se bem que, apesar de que, nem que, posto que, por mais/menos que, por muito/pouco que, por melhor/pior que

Oração subordinada adverbial final - expressa uma finalidade ou intenção anunciada pelo verbo da oração principal.

Principais conjunções e locuções conjuntivas finais: a fim de que, para que, que, porque (= para que)

Oração subordinada adverbial proporcional - expressa proporção ou fato simultâneo em relação à outra oração

Principais locuções conjuntivas proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais/menos... mais/menos

Oração subordinada adverbial temporal - expressa o momento, o tempo em que a outra oração se realiza, pode ser anterior, posterior ou simultâneo

Principais conjunções e locuções conjuntivas temporais: quando, enquanto, mal, apenas, logo que, até que, antes que, depois que, desde que, assim que, sempre que, toda vez que

Oração subordinada adverbial modal - expressa o modo relacionado à oração principal

Principal conectivo: sem que

Oração subordinada adverbial locativa - expressa ideia de lugar

Principal conectivo: onde

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves (2)

Advérbios:

lugar - abaixo, acima, adentro, adiante, afora, aí, além, algures (em algum lugar), alhures (em outro lugar), nenhures (em nenhum lugar), ali, aqui, aquém, atrás, cá, dentro, embaixo, externamente, lá, longe, perto
tempo - afinal, agora, amanhã, amiúde (da expressão a miúdo - repetidas vezes, frequentemente), antes, ontem, breve, cedo, constantemente, depois, enfim, entrementes (enquanto isso), hoje, imediatamente, jamais, nunca, sempre, outrora, primeiramente, tarde, provisoriamente, sucessivamente, já
modo - assim, bem, mal, acinte (de propósito, deliberadamente), adrede (de caso pensado, de propósito, para esse fim), debalde (inutilmente), depressa, devagar, melhor, pior, bondosamente, generosamente, cuidadosamente e muitos outros terminados em mente
afirmação - sim, certamente, decerto, realmente, efetivamente, deveras, seguramente, incontestavelmente
negação - não, tampouco (também não), nunca, negativamente, jamais, absolutamente, tampouco
dúvida - acaso, casualmente, porventura, possivelmente, provavelmente, talvez, quiçá, será, eventualmente
intensidade - assaz (bastante, suficientemente), bastante, demais, mais, menos, muito, meio, tão, tanto, quanto, quão, quase, pouco

Locuções adverbiais:

lugar - a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta, por aqui
tempo - às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia
modo - às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, em silêncio, ao léu, de mansinho, ao vivo, sem medo
afirmação - com certeza, na verdade, sem dúvida, de fato, com efeito
negação - de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma
dúvida - quem sabe, por certo
intensidade - em excesso, por completo, de todo, de pouco, de muito, em demasia, à beça, além da conta

Advérbio / locução adverbial - sintaxe do período simples: adjunto adverbial / sintaxe do período composto: oração subordinada adverbial

Orações subordinadas adverbiais - causal, consecutiva, concessiva, condicional, conformativa, comparativa, temporal, final, proporcional, modal, locativa

Estruturas que se constroem em torno de verbos ou locuções verbais e que expressam uma circunstância

Conjunções-base: causal - porque / consecutiva - que (precedido de tal, tão, tanto ou tamanho) / concessiva - embora / condicional - se / conformativa - conforme / comparativa - como / temporal - quando / final - para que / proporcional - à medida que / modal - sem que / locativa - onde

Da morfologia à sintaxe: advérbio / locução adverbial - morfologia / adjunto adverbial - análise sintática interna / oração subordinada adverbial - análise sintática externa

Conjunções/orações: caso - conjunção condicional: oração subordinada adverbial condicional / assim que: conjunção temporal - oração subordinada adverbial temporal

Oração subordinada adverbial causal - conceito: é a oração que, ao juntar-se à outra oração, faz com que uma atribua uma causa ou razão de um fato à outra.

Principais conjunções e locuções conjuntivas: porque, porquanto, pois, como, já que, visto que, uma vez que, na medida em que

Subordinada adverbial causal - indica a causa do fato mencionado na oração principal, pode ser transformada em uma reduzida de infinitivo, liga-se diretamente à oração principal, pode ser colocada no início do período, introduzida pela conjunção como, pode ser transformada em reduzida de infinitivo, introduzida pela preposição por, tem uma relação de dependência entre si.

Coordenada explicativa - explica ou justifica uma sugestão, ordem ou suposição (SOS) expressa na declaração anterior, há vírgula entre a oração explicativa e sua precedente, não admite a transformação para reduzida de infinitivo ou a inversão, são independentes uma da outra, frequentemente é empregada depois de orações imperativas ou optativas, ou depois de deduções.

Monday, June 22, 2020

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves (1)

Orações coordenadas - são sintaticamente independentes, mas semanticamente dependentes

Orações coordenadas assindéticas - não são ligadas por conjunção. Aparecem justapostas, separadas por vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos ou travessão

Orações coordenadas sindéticas - são ligadas por conjunções coordenativas

Aditivas: e, nem, mas ainda, mas também, como também, senão também (depois de não só), tampouco, além disso, ademais, outrossim, mais (na matemática ou em linguagem regional)

Explicativas: que, porque, porquanto, pois (antes do verbo)

Alternativas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, nem... nem, talvez... talvez

Conclusivas: logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (depois do verbo), destarte, dessarte

Adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante, senão (= mas sim)

Orações coordenadas aditivas - expressam noção de acréscimo, adição

Orações coordenadas explicativas - explicam o motivo da declaração feita na oração anterior. Essa explicação indica uma sugestão, ordem ou suposição

Orações coordenadas alternativas - expressa fatos que se alternam ou se excluem entre si

Orações coordenadas conclusivas - expressam ideia de conclusão, consequência lógica

Orações coordenadas adversativas - expressam ideia de oposição, contraste

Oração subordinada substantiva subjetiva - funciona como sujeito da oração principal, não haverá sujeito na oração principal. Neste caso, o verbo ficará sempre na 3ª pessoa do singular.

As orações subordinadas substantivas, em geral, são introduzidas pelas conjunções integrantes: que (certeza) e se (dúvida). Essas conjunções, além de ligar as orações, têm uma certa diferença semântica.

Principais casos de oração principal: verbo de ligação + predicativo, verbo na voz passiva sintética ou analítica e verbo unipessoal

Oração subordinada substantiva objetiva direta - funciona como objeto direto do verbo da oração principal. Pode ser introduzida por pronomes ou advérbios interrogativos, quando nas frases interrogativas indiretas.

Se o sujeito do verbo da oração principal estiver nela, a oração será objetiva direta. Caso contrário, a oração será subjetiva.

Oração subordinada substantiva objetiva indireta - funciona como objeto indireto do verbo (VTI ou VTDI) da oração principal. A preposição pode vir implícita.

Oração subordinada substantiva completiva nominal - funciona como complemento nominal de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) da oração principal. A preposição pode vir elíptica.

Oração subordinada substantiva predicativa - funciona como predicativo do sujeito da oração principal. Aparece sempre depois do verbo ser.

Se o verbo de ligação terminar a oração principal, a oração é predicativa. Se começar a oração principal, a oração é subjetiva.

Oração subordinada substantiva apositiva - funciona como aposto da oração principal. Aparece frequentemente depois de dois-pontos e, às vezes, entre vírgulas ou travessões. Neste caso excepcional, a conjunção integrante pode ser retirada.

Oração subordinada subordinada agente da passiva - funciona como agente da passiva da oração principal. É sempre justaposta, iniciada pela preposição de ou por + pronome indefinido. Não é reconhecida pela NGB, mas muitos gramáticos reconhecem sua existência.

Só te peço uma coisa: que encontres a solução. (explica e esclarece - oração apositiva)
Meu irmão, que é meu amigo, faz tudo certo. (qualifica e caracteriza - oração adjetiva explicativa)

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves

Oração: absoluta / principal / coordenada / subordinada / reduzida / intercalada / justaposta

Coordenada: assindética / sindética (introduzida por conjunção coordenativa)
Sindética: aditiva / adversativa / alternativa / explicativa / conclusiva

Subordinada: substantiva (iniciada por conjunção integrante, pronome ou advérbio interrogativo) / adjetiva (iniciada por pronome relativo) / adverbial (iniciada por qualquer tipo de conjunção subordinativa, exceto as integrantes)

Substantiva: subjetiva / objetiva direta / objetiva indireta / predicativa / completiva nominal / apositiva / agente da passiva
Adjetiva: restritiva / explicativa
Adverbial: causal / consecutiva / concessiva / condicional / conformativa / comparativa / temporal / final / proporcional / modal / locativa
Reduzida: de infinitivo / de gerúndio / de particípio

Coordenação - independência sintática e dependência semântica

Ordem direta: sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial (+ conjunção)

Subordinação - dependência sintática e independência semântica

Oração subordinada substantiva - exerce as funções próprias do substantivo
Oração subordinada adjetiva - exerce as funções próprias do adjetivo
Oração subordinada adverbial - exerce as funções próprias do advérbio

Uma conjunção, várias classificações - polissemia conjuntiva:

poli = vários / semia - sentido / conjuntivo - conjunção, ou seja, vários sentidos da mesma conjunção
como - causal, comparativa e conformativa
desde que - temporal e condicional
que - aditiva, explicatva, adversativa, integrante, causal, consecutiva, comparativa, final e concessiva
se - integrante, condicional e causal
uma vez que - condicional e causal
sem que - consecutiva, condicional, concessiva e modal

Equivalência entre termos da oração e orações:

sujeito - oração subordinada substantiva subjetiva
predicativo - oração subordinada substantiva predicativa
complemento nominal - oração subordinada substantiva completiva nominal
aposto - oração subordinada substantiva apositiva
agente da passiva - oração subordinada substantiva agente da passiva
objeto direto - oração subordinada substantiva objetiva direta
objeto indireto - oração subordinada substantiva objetiva indireta
adjunto adnominal - oração subordinada adjetiva
adjunto adverbial - oração subordinada adverbial

Um parágrafo é composto pela mistura de todas as orações: absolutas, coordenadas, subordinadas e reduzidas

Sunday, June 21, 2020

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (6)

Vocativo - termo de natureza exclamativa, tem por função chamar, invocar ou interpelar um ouvinte, real ou hipotético, relaciona-se à segunda ou terceira pessoa do discurso, além da primeira pessoa do plural, é separado por vírgula e pode vir precedido de interjeições de apelo. É o único termo independente da oração, não se liga ao verbo nem ao nome, não faz parte do sujeito nem do predicado. Não deve ser confundido com o sujeito nem com o aposto.

Extra: não se devem confundir as interjeições ó e oh. Ó é uma interjeição vocativa, enquanto oh é uma interjeição exclamativa que expressa admiração, espanto, dor, alegria etc.

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (5)

Adjunto adverbial - termo acessório da oração que tem valor circunstancial, modifica um verbo, um adjetivo, um advérbio ou uma oração, pode vir preposicionado ou não. É representado por um advérbio, locução adverbial ou expressão de valor adverbial. Não deve ser confundido com o objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adnominal.

Adjuntos adverbiais: lugar, tempo, modo, intensidade, afirmação, negação, dúvida, instrumento, meio, causa, companhia, finalidade, oposição, assunto, preço, matéria, concessão, condição

Aposto - elemento de natureza substantiva que explica outro elemento de natureza substantiva e ambos têm, basicamente, o mesmo significado

Tipos de aposto:

explicativo - identifica ou explica outro termo. É separado por vírgula, travessão ou parênteses
enumerativo - desenvolve uma ideia anterior. É separado por dois-pontos
resumitivo ou recapitulativo - resume termos anteriores, através de um pronome indefinido
especificativo - individualiza um substantivo de sentido genérico. Normalmente é um nome próprio de pessoa ou lugar e não aparece entre vírgulas
distributivo - distribui as informações de termos separadamente, através de um pronome demonstrativo. Geralmente é usado com ponto e vírgula
comparativo - estabelece uma comparação sem a presença de elemento conectivo, evidenciando um caráter metafórico

Atenção:

O estado de São Paulo é altamente desenvolvido. (é possível estabelecer a igualdade São Paulo = estado, logo, aposto especificativo)
O povo de São Paulo é generoso. (é impossível estabelecer a igualdade São Paulo = povo, logo, adjunto adnominal)

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (4)

Voz ativa - sujeito agente: o sujeito pratica a ação
Voz passiva - sujeito paciente: o sujeito sofre a ação e o agente da passiva pratica a ação
Voz reflexiva - sujeito agente e paciente
Voz recíproca - dois ou mais sujeitos praticam e recebem a ação

Conversão da voz ativa na voz passiva analítica:

objeto direto > sujeito
sujeito > agente da passiva
verbo transitivo > locução verbal

Conversão da voz ativa na voz passiva sintética:

objeto direto > sujeito
sujeito > se (pronome apassivador)
verbo transitivo > sem alteração

Características do agente da passiva - próprio da voz passiva analítica, é sempre quem pratica a ação, sempre ligado a verbo no particípio, é sempre preposicionado (preposições por ou de). Não deve ser confundido com o complemento nominal nem com o objeto indireto. Assim como o objeto direto e o objeto indireto, faz parte do predicado.

Adjunto adnominal - modifica um substantivo, qualificando-o, especificando-o, determinando-o ou individualizando-o. É representado por um artigo, adjetivo, locução adjetiva, pronome adjetivo (possessivo, demonstrativo, indefinido, interrogativo ou relativo) e numeral. Assim como o complemento nominal, pode fazer parte de qualquer termo da oração.

Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal:

Adjunto adnominal - acompanha, qualifica nomes
Complemento nominal - complementa nomes

Adjunto adnominal - é termo acessório, dispensável
Complemento nominal - é termo integrante, indispensável

Adjunto adnominal - acompanha substantivos
Complemento nominal - complementa substantivos, adjetivos e advérbios

Adjunto adnominal - acompanha substantivos concretos e abstratos
Complemento nominal - complementa substantivos abstratos

Adjunto adnominal - tem sentido ativo (agente), executor da ação
Complemento nominal - tem sentido passivo (paciente), alvo da ação

Adjunto adnominal - pode indicar posse
Complemento nominal - nunca indica posse

Adjunto adnominal - preposicionado apenas quando representado por locução adjetiva
Complemento nominal - sempre preposicionado

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (3)

Preposições - a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás

Transitividade dos verbos - aspirar, assistir, atender, agradar, chamar, chegar, custar, confraternizar, consistir, esquecer, lembrar, informar, implicar, namorar, obedecer, desobedecer, pagar, agradecer, perdoar, morar, residir, precisar, preferir, presidir, proceder, querer, responder, simpatizar, suceder, visar

Um único verbo pode ter várias transitividades, dependendo do sentido, ou pode ser transitivo direto ou indireto, com o mesmo sentido. Consulte dicionários especializados em regência verbal, como o Dicionário Prático de Regência Verbal de Celso Pedro Luft.

Assistir - ver, ajudar, pertencer, morar

ajudar - VTD ou VTI / ver - VTI / pertencer - VTI / morar - VI

Transitividade verbal - relação que se estabelece entre o verbo e seus complementos

Atenção: chegar, morrer, sair, voltar, comparecer, ir, retornar, morar, existir, acontecer e faltar são VI

Objeto direto - liga-se ao verbo sem preposição

Objeto direto preposicionado - objeto direto precedido de preposição: pronome relativo quem, pronome oblíquo tônico, para evitar ambiguidade, nome próprio referente a pessoa, pronome de tratamento, demonstrativo, indefinido ou interrogativo, numeral ambos, construções idiomáticas enfáticas, para dar ideia de parte, porção, expressão de reciprocidade, para coordenar pronome oblíquo e substantivo, construção comparativa, conjunções como, que e do que, objeto iniciando a oração, por razões de ênfase

Objeto direto e indireto pleonásticos - são os objetos que, por motivos de ênfase, aparecem repetidos

Objeto indireto - liga-se ao verbo com preposição.

Preposições mais usadas: em, com, a, de, por e para

Verbos: favorecer, depender, criticar...
Nomes: favorável, dependente / dependência, crítica...

Complemento nominal - termo que completa o sentido de um nome, sempre iniciado por preposição. Completa o sentido de substantivos abstratos, adjetivos e advérbios

Advérbios de base nominal: favorável = favoravelmente / independente = independentemente / concomitante = concomitantemente

Objeto indireto - completa o sentido de verbos transitivos indiretos
Complemento nominal - completa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios

Ambos são precedidos de preposição

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (2)

Sujeito inexistente / oração sem sujeito / sujeito zero - são orações construídas com verbos impessoais, na 3ª pessoa do singular e, se acompanhados de verbos auxiliares, transmitem a eles sua impessoalidade. Apesar de o sujeito ser um termo essencial, há orações construídas apenas de predicado.

1) haver (no sentido de existir, ocorrer, realizar-se)

2) fazer, ser e estar (indicando fenômeno meteorológico, tempo decorrido, hora, data ou distância)

fazer e estar = sempre no singular / ser - singular ou plural, de acordo com o predicativo

3) verbos que indicam fenômenos da natureza, desde que usados em sentido literal

Observações:

Verbos que indicam fenômenos naturais, usados em sentido figurado, deixam de ser impessoais para ser pessoais.

Também são impessoais os verbos passar, bastar e chegar, seguidos da preposição de.

Os verbos existir, acontecer e ocorrer têm sujeito.

Existir, acontecer e ocorrer = intransitivos / haver = transitivo direto, com objeto direto

Mesmo o objeto direto estando no plural, o verbo permanece no singular.

Em locuções verbais, o verbo principal transmite sua impessoalidade para o auxiliar.

Fazer e haver podem ser pessoais

Tipos de predicado: predicado nominal, verbal e verbo-nominal ou misto

Classificação morfológica de verbo - expressa ação, estado, mudança de estado, fenômeno climático, existência, acontecimento, desejo ou atividade mental (processos)

Predicação verbal - relação que se estabelece entre o sujeito e o verbo ou entre o verbo e seus complementos

ação = transita / estado = liga / fenômeno da natureza = não transita

Verbos de ligação - ligam o sujeito a uma qualidade ou característica, chamada de predicativo. Principais: ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar, andar, virar, tornar-se

Divisão dos verbos significativos: intransitivos e transitivos - diretos, indiretos e diretos e indiretos

Classificação sintática dos verbos - VLig, VI, VTD, VTI, VTDI: de ligação - estado / significativos - ação

Verbos intransitivos - expressam uma ideia completa, não necessitam de complemento, mas podem vir acompanhados de adjunto adverbial ou predicativo

Verbos transitivos - têm sentido incompleto, exigem um complemento

Verbo transitivo direto - exige complemento sem preposição, liga-se diretamente ao verbo

Verbo transitivo indireto - exige complemento com preposição, liga-se indiretamente ao verbo

Verbo transitivo direto e indireto - exige dois complementos: um com preposição e outro sem preposição

Uma questão de contexto: 'virar' - pode ser intransitivo, transitivo direto ou de ligação / 'falar' - pode ser intransitivo, transitivo direto, transitivo indireto ou transitivo direto e indireto / 'andar' - de ligação ou intransitivo

Predicado nominal - verbo de ligação + predicativo do sujeito

O núcleo é um nome: substantivo, adjetivo, pronome ou numeral

Predicado verbal - verbo intransitivo ou transitivo

O núcleo é um verbo de ação

Predicado verbo-nominal - verbo transitivo ou intransitivo + predicativo do sujeito ou do objeto com verbo de ligação implícito

Dois núcleos: o verbo e o nome (predicativo). Na fusão dos dois predicados, o verbo de ligação fica subentendido.

Pode haver ambiguidade nos casos de distinção entre predicativo do objeto e adjunto adnominal

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (1)

Termos da Oração - introdução:

Analisar sintaticamente uma oração é reconhecer a função que cada termo exerce dentro de um período.

Termos essenciais da oração: sujeito, predicado e predicativo do sujeito
Termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva
Termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto
Termo independente da oração: vocativo

Termos relacionados ao nome: adjunto adnominal, complemento nominal, aposto e predicativo
Termos relacionados ao verbo: objeto direto, objeto indireto, adjunto adverbial e agente da passiva

Funções nominais: substantivos e palavras substantivadas, artigos, adjetivos e locuções adjetivas, numerais e pronomes
Funções verbais: verbos e locuções verbais e advérbios
Sem função sintática: preposições, conjunções, interjeições e palavras denotativas

Análise sintática:

1º passo - localizar o verbo
2º passo - dividir a oração em sujeito e predicado
3º passo - encontrar os núcleos
4º passo - denominar os termos

Sujeito - palavra ou conjunto de palavras com o qual deve concordar/concorda, ser a respeito do qual se dá uma informação, termo que pratica a ação (sujeito agente ou ativo), sofre a ação (sujeito paciente ou passivo) ou pratica e sofre a ação simultaneamente (sujeito agente e paciente ou reflexivo)

Como localizar o sujeito: o que é que = coisa / quem é que = pessoa

Predicado - é a informação que se dá a respeito do sujeito

Ordem direta: sujeito + verbo + complemento do verbo + adjunto adverbial (+ conjunção)

Classificação do sujeito: simples, composto, oculto, indeterminado, inexistente e oracional (oração subordinada substantiva subjetiva)

Núcleo - palavra mais importante do sujeito. Pode ser um substantivo, um pronome pessoal reto, um pronome de tratamento, um pronome demonstrativo, um pronome indefinido, um pronome interrogativo, um pronome relativo, um numeral ou uma palavra substantivada. Nunca é introduzido por preposição e nunca pode ser um advérbio. Eventualmente, pode ser representado por um pronome pessoal oblíquo, com verbo causativo ou sensitivo.

Sujeito simples - possui apenas um núcleo

Sujeito composto - possui mais de um núcleo

Sujeito oculto, elíptico, implícito, desinencial ou subentendido - não está expresso, mas se deduz do contexto

Verbo no imperativo - sujeito oculto

Sujeito indeterminado - não se pode ou não se quer indicar o sujeito

3 formas de indeterminar o sujeito:

verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a nenhum sujeito

Se houver qualquer referência, o sujeito será determinado

verbo transitivo indireto, intransitivo, de ligação ou transitivo direto seguido de objeto direto preposicionado, ambos na 3ª pessoa do singular acompanhados do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito

Caso o verbo seja transitivo direto ou transitivo direto e indireto acompanhado do pronome se, este será pronome apassivador, admitindo voz passiva analítica.

verbo no infinitivo impessoal

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves

Revisão para introdução à sintaxe

Fonologia - contagem dos fonemas: consoantes, vogais, semivogais, encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos, separação de sílabas
Morfologia - estrutura das palavras, processos de formação das palavras e classes gramaticais: classificação, flexão e emprego
Sintaxe - termos da oração, estudo das orações, pontuação, regência, crase, colocação pronominal e concordância

Em suma, sintaxe: disposição, relação e combinação das palavras na frase a fim de se obter um enunciado que tenha sentido

Fonologia:
Vogal + consoantes = sílaba
Sílaba + sílaba = palavra

Morfologia e Sintaxe:
Palavra + palavra = frase/oração
Oração + oração = período

Redação e Interpretação de Textos:
Período + período = parágrafo
Parágrafo + parágrafo = texto
Texto + texto = livro
Livro + livro = biblioteca

Extra: Semântica e Estilística

Análise morfológica - substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção, interjeição e palavras denotativas
Análise sintática - sujeito, predicado, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo

Frase, oração e período:

Frase - qualquer enunciado de sentido completo capaz de estabelecer comunicação. A frase precisa ter sentido, mas não precisa ter verbo ou locução verbal.
Oração - enunciado linguístico organizado em torno de um verbo ou de uma locução verbal, constituído de sujeito e predicado, ou, ao menos, de predicado. A oração precisa ter verbo ou locução verbal, mas não precisa ter sentido completo.

A frase pode conter uma ou mais orações.

Período - conjunto de orações. Inicia com letra maiúscula e termina com ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação, reticências e, eventualmente, dois-pontos, mas nunca com vírgula ou ponto e vírgula.

Classificação do período:

Período simples - possui apenas uma oração. A oração que constitui o período simples é chamada oração absoluta.
Período composto - consta de duas ou mais orações. Podem ocorrer 4 tipos de orações: coordenada, principal, subordinada e reduzida.

Tipos de período composto: período composto por coordenação, período composto por subordinação e período misto (mistura de orações coordenadas e subordinadas)

Saturday, June 20, 2020

Resumo - Emprego das Palavras - Prof. Fábio Alves (6)

Pronome relativo - retoma ou substitui um termo citado na oração anterior, relacionando duas orações e evitando sua repetição. Inicia oração subordinada adjetiva (restritiva ou explicativa), funcionando como elemento de coesão. Concordam sempre com o antecedente, com exceção de cujo (e flexões), que concorda com o consequente.

Invariáveis: que, quem, onde, como, quando
Variáveis: o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quanta, quantos, quantas

Que - é o mais usado, chamado de relativo universal. Pode ser usado com referência a pessoas ou coisas, e, dependendo da regência do verbo, substantivo, adjetivo ou advérbio, pode vir precedido de preposição. Pode ter como antecedente os demonstrativos o, a, os, as.

Quem - chamado de relativo personativo, refere-se a pessoas ou a seres personificados. Pode aparecer sem antecedente explícito, nesse caso, classifica-se como pronome relativo indefinido ou relativo absoluto. Quando possuir antecedente, virá precedido da preposição a, se o verbo for transitivo direto, ou de outra preposição, se o verbo ou nome exigi-la. De qualquer forma, virá sempre preposicionado.

Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Usa-se o relativo o qual (e flexões) com preposições de mais de uma sílaba, com locuções prepositivas e após 'sem' e 'sob'.

Cujo - é relativo possessivo, relaciona possuidor à coisa possuída. Deve concordar com a coisa possuída.

Quanto - é chamado de relativo quantitativo, porque indica quantidade. Vem sempre precedido dos pronomes indefinidos tudo, tanto, tanta, tantos, tantas, todo, toda, todos e todas. Pode aparecer sem antecedente, muito comum em documentos jurídicos.

Onde - é chamado de relativo locativo, deve ser usado para indicar lugar real ou virtual, com verbos estáticos, que dão ideia de permanência. Tem sentido aproximado de em que ou no qual e pode ser usado sem antecedente. Muitos gramáticos chamam-no de advérbio relativo com valor pronominal.


Se o antecedente for uma situação, e não um lugar, usa-se em que ou no qual (e flexões).

Aonde é usado com verbos que dão ideia de movimento, chamados de verbos cinemáticos ou dinâmicos, sendo resultado da combinação da preposição a com o advérbio onde.

Como - chamado de relativo modal, deve ser usado quando seu antecedente for as palavras modo, maneira, forma ou jeito.

Quando - chamado de relativo temporal, deve ser usado quando seu antecedente for alguma palavra que indique tempo.

Aquelas eram as condições às quais nos opúnhamos. = opor-se a - VTI
Aquelas eram as condições com as quais concordávamos. = concordar - VTI
Aquelas eram as condições das quais precisávamos. = precisar - VTI
Aquelas eram as condições nas quais insistíamos. = insistir - VTI
Aquelas eram as condições que nos atrapalhavam. = atrapalhar - VTD
 
Podem ou não ser relativos - que, quem, onde, como, quando e quanto
São sempre relativos - o qual e cujo

Resumo - Emprego das Palavras - Prof. Fábio Alves (5)

Pronomes indefinidos - referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo vago, impreciso ou genérico

Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, certo, tanto, quanto, vário, bastante, qualquer
Invariáveis: alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, cada, algo, quem, mais, menos, demais

Fulano, sicrano e beltrano são substantivos, e não pronomes indefinidos.
Algures, alhures e nenhures são advérbios de lugar, e não pronomes indefinidos, segundo o VOLP e os principais dicionários.

Algum - antes do substantivo, tem sentido afirmativo. Depois do substantivo, tem sentido negativo. Na linguagem popular, e até por escritores de renome, pode significar dinheiro.

Cada - não deve ser usado desacompanhado de substantivo. Na ausência do substantivo, usa-se cada um ou cada qual.

Certo - antes do substantivo é pronome indefinido. Depois do substantivo é adjetivo.

Qualquer - é pronome de sentido afirmativo. Em frases negativas, deve-se usar nenhum ou algum (depois do substantivo).

Todo e toda - no singular, sem artigo, significam qualquer ou cada. Quando acompanhados de artigo, dão ideia de totalidade. No plural, são sempre usados com artigo, exceto se houver numeral não seguido de substantivo ou palavra que o exclua.

Locução pronominal indefinida - expressão formada por duas ou mais palavras e que equivale a um pronome indefinido: cada qual, quem quer que, qualquer um, todo aquele que, seja qual for, seja quem for, todo o mundo, etc.

Pronomes interrogativos - são pronomes indefinidos usados na formulação de frases interrogativas diretas ou indiretas

Variáveis: qual, quais, quanto, quanta, quantos, quantas
Invariáveis: que, quem

Que - pode ser usado como pronome substantivo, significando 'que coisa' ou como pronome adjetivo, significando 'que espécie de'. As construções 'que que' e 'que é que' são formas enfáticas.

Quem - sempre usado como pronome substantivo, refere-se a pessoas ou a coisas personificadas.

Qual - tem valor seletivo, significa 'que pessoa ou coisa dentre duas ou mais', pode ter função substantiva ou adjetiva.

Quanto - tem valor quantitativo, refere-se a pessoas ou coisas e pode ter função substantiva ou adjetiva

Resumo - Emprego das Palavras - Prof. Fábio Alves (4)

Pronomes possessivos - são aqueles que indicam a posse de algo, estabelecendo a relação com o possuidor e a coisa possuída.

1ª pessoa do singular - meu, minha, meus, minhas
2ª pessoa do singular - teu, tua, teus, tuas
3ª pessoa do singular - seu, sua, seus, suas
1ª pessoa do plural - nosso, nossa, nossos, nossas
2ª pessoa do plural - vosso, vossa, vossos, vossas
3ª pessoa do plural - seu, sua, seus, suas

Atenção: 'dele', 'dela', 'deles' e 'delas' não são pronomes possessivos.

São sempre possessivos, com exceção de nossa - que pode ser usado como interjeição, vossa e sua - que podem fazer parte de pronomes de tratamento.

Emprego dos pronomes possessivos:

1 - o emprego dos possessivos de 3ª pessoa (seu, sua, seus, suas) pode causar sentido duvidoso à frase (ambiguidade). Para desfazê-la, substitui-se o possessivo pelas formas dele, dela, deles, delas, de você, do senhor, da senhora.

2 - é facultativo o uso do artigo diante dos pronomes possessivos quando acompanham o substantivo. Todavia, é de rigor seu uso quando há elipse do substantivo.

3 - em alguns casos, o pronome possessivo não dá ideia de posse, mas de aproximação, afeto, respeito ou ofensa.

4 - a palavra 'seu', que antecede nomes de pessoa ou de profissão, não é pronome possessivo, mas uma alteração fonética do pronome de tratamento senhor.

5 - em alguns casos, a ideia de posse é representada pelos pronomes oblíquos me, te, nos, vos, lhe, lhes.

6 - não se devem usar pronomes possessivos diante de partes do corpo, peças de vestuário ou faculdades do espírito, quando se referem ao próprio sujeito. Nesses casos, o uso do artigo já denota posse.

7 - a palavra casa, quando significa lar próprio, dispensa o possessivo. Porém, quando se deseja dar ênfase à expressão, empregar-se-á o possessivo.

8 - os possessivos geralmente vêm antes do substantivo; quando vêm depois dele, mudam de significado a expressão de que fazem parte.

Pronomes demonstrativos - estabelecem relações de espaço entre as pessoas do discurso. Esse espaço pode ser relativo à função espacial, temporal, referencial (quando se redige um texto) ou distributiva (em um período ou parágrafo).

Principais:
1ª pessoa - este, esta, estes, estas, isto
2ª pessoa - esse, essa, esses, essas, isso
3ª pessoa - aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo

Eventuais:
mesmo, mesma, mesmos, mesmas
próprio, própria, próprios, próprias
semelhante, semelhantes
tal, tais
o, a, os, as

Função espacial:

Este - perto de quem fala (1ª pessoa)
Esse - perto de com quem se fala (2ª pessoa)
Aquele - longe dos dois (3ª pessoa)

Função temporal:

Este - tempo presente
Esse - tempo passado próximo ou tempo futuro
Aquele - tempo muito distante

Função referencial:

Este, esta, isto - indicação de catáfora, ou seja, o que ainda vai ser mencionado
Esse, essa, isso - indicação de anáfora, ou seja, o que já foi mencionado

Função distributiva - retomando substantivos:

Entre 2 ou 3 substantivos citados - este: o último citado / esse: o do meio / aquele: o primeiro citado
4 ou mais substantivos citados - usam-se numerais para a retomada

1 referente - este
2 referentes - este e aquele
3 referentes - este, esse e aquele
4 ou mais referentes - numerais

Gêneros diferentes - este e aquela, esta e aquele...
Gêneros iguais - esta e aquela, este e aquele...

Trecho retirado do Curso Prático de Gramática do Ernani Terra: ''Matemática e Literatura me agradam. Esta me desenvolve a sensibilidade; aquela, o raciocínio.''

Resumo - Emprego das Palavras - Prof. Fábio Alves (3)

Pessoa do discurso / Reto / Oblíquo átono / Oblíquo tônico

1ª pessoa do singular / Eu / Me / Mim, comigo

2ª pessoa do singular / Tu / Te / Ti, contigo

3ª pessoa do singular / Ele, ela / O, a, lhe, se / Si, consigo, ele, ela

1ª pessoa do plural / Nós / Nos / Nós, conosco

2ª pessoa do plural / Vós / Vos / Vós, convosco

3ª pessoa do plural / Eles, elas / Os, as, lhes, se / Si, consigo, eles, elas

Divisão das pessoas do discurso:

1ª pessoa - quem fala: falante
2ª pessoa - com quem se fala: interlocutor
3ª pessoa - de quem se fala: referente

Formas que se repetem / singular e plural / masculino e feminino / formas iguais com acento e sem acento / formas lo/la e no/na

Pronomes pessoais - substituem ou retomam os substantivos, indicando as pessoas gramaticais

Os pronomes pessoais retos exercem as funções sintáticas de sujeito, predicativo do sujeito, aposto ou vocativo, esse último com tu e vós. Os oblíquos, por sua vez, funcionam como objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial ou sujeito de infinitivo, com verbo causativo ou sensitivo.

deixar, mandar e fazer - verbos que expressam ação que leva a uma consequência

ver, ouvir e sentir - verbos que indicam a presença de um dos sentidos

Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos de preposição. Exercem, normalmente, as funções de objeto direto preposicionado, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva e adjunto adverbial.

Em comigo, contigo, consigo, conosco e convosco, a preposição com já é embutida no pronome. Usam-se, no entanto, as formas com nós e com vós quando houver um modificador: as palavras mesmos, próprios, todos, outros, ambos, um numeral ou uma oração subordinada adjetiva.

Os pronomes oblíquos átonos são usados sem preposição, ou seja, diretamente no verbo.

O, a, os, as - são sempre objeto direto
Lhe, lhes - são sempre objeto indireto
Me, te, se, nos, vos - podem ser objeto direto ou objeto indireto

Variações dos pronomes O e A

Relembrando: o/a = artigo (acompanha o substantivo) / o/a = pronome (substitui ou retoma o substantivo)

Usam-se as formas o, a, os, as quando o pronome estiver antes do verbo, ou quando o verbo terminar em vogal ou ditongo oral. Nesses casos, os pronomes não se alteram.

Esses pronomes se transformam em lo, la, los, las após verbos terminados em R, Z ou S (dica: consoantes de RaZõeS)

Verbos com pronomes oblíquos átonos em ênclise ou mesóclise:

Oxítonas e monossílabos tônicos terminadas em A, E e O - acentuam-se
Oxítonas terminadas em I - acentuam-se apenas na formação de hiato. Nos demais casos, não se acentuam.

Fi-lo porque qui-lo. (Jânio Quadros) = incorreto
Fiz porque o quis. = correto

Quando o verbo principal termina em som nasal, o pronome se transforma em no, na, nos, nas

Pronomes reflexivos - indicam que a ação reflete no próprio sujeito
Pronomes recíprocos - indicam que a ação é mútua entre os sujeitos

Me e te podem ter valor reflexivo
Se, si e consigo são exclusivamente reflexivos
Nos, vos e se podem ser reflexivos recíprocos

Todo pronome recíproco é um pronome reflexivo, mas nem todo pronome reflexivo é um pronome recíproco.

Pronomes EU e MIM - muito exigido em concursos, vestibulares e no Enem:

Pronome EU - funciona como sujeito ou predicativo do sujeito
Pronome MIM - funciona como objeto direto (preposicionado), objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial ou agente da passiva, sempre precedido de preposição. Nunca será sujeito, só na língua dos índios, que, aliás, não é português: mim trabalha, mim caça, mim pesca

A mesma regra se aplica aos pronomes TU e TI.

Ordem direta e inversa:

É difícil para mim esquecer tantas injustiças. (ordem inversa)
Esquecer tantas injustiças é difícil para mim. (ordem direta)

Plural de modéstia - emprego do pronome 'nós' para substituir o 'eu', a fim de evitar o tom arrogante ou impositivo da linguagem

- Estamos certo de que todas as promessas de campanha serão cumpridas – proferiu o político em seu discurso.

- Sentimo-nos consternado com o fato ocorrido – disse o diretor aos pais de alunos.

Emprego do pronome LHE:

Obedeço ao juiz. = Obedeço-lhe. (objeto indireto)
Renovaram-lhe as esperanças. = Renovaram as esperanças dele/dela. (pronome possessivo = adjunto adnominal)
A sentença foi-lhe favorável. = A sentença foi favorável a ele/a ela. (complemento nominal)

Deixei-lhe cantar aquela música. (sujeito de infinitivo)

Nota: O LHE só pode funcionar como sujeito se o infinitivo for transitivo direto.
Mandei-lhe confiar em seu irmão. (errado)
Mandei-lhe voltar. (correto)
O pronome O pode ser usado em todas as frases.

TU e TI:

Não há segredos entre eu e tu. (errado)
Não há segredos entre mim e ti. (correto)
Não há segredos entre nós. (correto)

Quando exercer a função de sujeito de infinitivo, o pronome não sofrerá contração.

Apesar dele ter agido mal, a amizade continuou. (construção errada para alguns e certa para outros)
Apesar de ele ter agido mal, a amizade continuou. (construção certa para todos)

Resumo - Emprego das Palavras - Prof. Fábio Alves (2)

Emprego do numeral:

1 - O numeral pode aparecer como palavra adjetiva ou palavra substantiva, assim como os pronomes

Numeral adjetivo - acompanha o substantivo
Numeral substantivo - substitui o substantivo

2 - Na designação de papas, reis, imperadores, séculos e capítulos, em que na escrita aparecem os números romanos, de 1 a 10, usam-se os ordinais, de 11 em diante, usam-se os cardinais, desde que o numeral apareça depois do substantivo. 

Se o numeral vier antes do substantivo, usam-se sempre os ordinais

Exercício:

(NCE) O algarismo romano XIX é lido como numeral cardinal, o item abaixo em que o algarismo romano deve ser lido como ordinal é:
a) Luís XVI
b) João XXIII
c) Pio X
d) século XXI
e) casa II

Resposta: C

3 - Na indicação de leis, decretos, portarias, artigos, incisos, parágrafos, circulares, avisos e outros textos oficiais, empregam-se os ordinais até nono e os cardinais de dez em diante

4 - Na indicação de páginas, folhas, casas, apartamentos etc., usam-se os cardinais. Na linguagem jurídica, vê-se o numeral flexionado: a folhas vinte e uma, a folhas trinta e duas.

5 - Duas formas para um mesmo numeral:

quatorze ou catorze
dezesseis ou dezasseis
dezessete ou dezassete
dezenove ou dezanove
bilhão ou bilião
trilhão ou trilião
septuagésimo ou setuagésimo
trecentésimo ou tricentésimo
sexcentésimo ou seiscentésimo
septingentésimo ou setingentésimo
nongentésimo ou noningentésimo
meio ou metade

Exercícios:

(Cesgranrio) Para 'cem', a língua só tem uma forma de ordinal: centésimo. Assinale o item em que o ordinal correspondente ao cardinal admite duas formas.

a) 100
b) 90
c) 13
d) 7
e) 300

Resposta: E

(UFPR) Se a 'cinco' vem corresponder 'quinto', a onze, quarenta, cinquenta, sessenta e setenta, respectivamente, correspondem:

a) undécimo, quadragésimo, cinquentésimo, sexagésimo, septuagésimo
b) décimo primeiro, quaresma, quinquagésimo, sexagésimo, septuagésimo
c) undécimo, quadragésimo, quinquagésimo, sexagenário, septuagésimo
d) décimo primeiro, quadragésimo, quinquagésimo, sexagésimo, septuagenário
e) undécimo, quadragésimo, quinquagésimo, sexagésimo, septuagésimo

Resposta: E

6 - Alguns numerais são usados de forma figurada: X, N, mil, zil, zilhão e trocentos (referência hiperbólica) e uns (referência indeterminada)

Exercício:

(Telerj) Assinale a alternativa em que o numeral tem valor hiperbólico.

a) Naquele estádio havia quinhentas pessoas.
b) Mais de cem milhões de brasileiros choraram.
c) ''Com mil demônios'' - praguejou ele, diante do acidente fatal.
d) Ele foi o quadragésimo colocado.
e) Cinco oitavos do prêmio couberam a mim.

Resposta: C

7 - Na indicação do primeiro dia de cada mês, usa-se o ordinal. Do segundo dia em diante, usa-se o cardinal.

Resumo - Emprego das Palavras - Prof. Fábio Alves (1)

Emprego do artigo:

1 - é obrigatório o emprego do artigo definido entre o numeral ambos e o substantivo a que se refere

2 - não se usa artigo depois do pronome relativo cujo (e flexões)

3 - não se deve usar o artigo antes das palavras casa (no sentido de moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que venham especificadas

4 - alguns nomes de lugar admitem a anteposição do artigo, outros não

5 - se o nome de lugar que não admitir o artigo vier qualificado, o uso do artigo será de rigor

Extra:

Emprego do artigo antes de nomes de cidades:

Os nomes da maioria das cidades não admitem o artigo, a menos que venham modificadas por um adjetivo ou uma locução adjetiva: São Paulo, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Paris, Roma, Londres, Lisboa etc.

Emprego do artigo antes de nomes de estados:

São usados sem artigo - Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe

Os demais estados brasileiros exigem o artigo: o Amazonas, o Pará, o Ceará, a Paraíba, a Bahia etc.

Artigo facultativo - Alagoas e Minas Gerais

A maioria dos nomes de países admitem o artigo: o Brasil, os Estados Unidos, a Argentina, a Alemanha, a Espanha...

Mas há um bom número que rejeita o artigo, exceto se vierem especificados: Israel, Portugal, Cuba, Angola, Moçambique...

Lista de países na apostila

6 - Não se coloca artigo antes dos pronomes de tratamento, com exceção de senhor, senhora, senhorita e dona

7 - É facultativo o uso do artigo antes de nomes próprios, quando se deseja indicar familiaridade. Em referência a pessoas célebres, não se usa o artigo, a menos que o nome próprio esteja qualificado.

8 - É facultativo o uso do artigo antes de pronomes possessivos adjetivos. Antes de pronomes possessivos substantivos, contudo, o artigo é obrigatório.

9 - Emprega-se o artigo definido com valor de superlativo absoluto sintético

10 - Não se une à preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais, revistas, obras literárias etc.

11 - Emprega-se o artigo quando a palavra todo significa inteiro. Omite-se, porém, quando 'todo' significa qualquer ou cada.

Emprego do adjetivo:

1 - Dependendo da posição do adjetivo, se antes ou depois do substantivo, há mudança no significado das palavras. Entretanto, nem sempre há alteração.

2 - O artigo, o pronome, o numeral e o adjetivo substantivam qualquer palavra ou expressão (derivação imprópria).

3 - O adjetivo pode aparecer em sua forma neutra como advérbio (adjetivo adverbializado)

4 - Podem-se atribuir qualidades a substantivos abstratos em vez de concretos

5 - O adjetivo pode exercer as funções de adjunto adnominal, predicativo do sujeito ou predicativo do objeto

6 - Alguns adjetivos, quando em sua forma diminutiva, têm valor de superlativo

Resumo - Emprego das Palavras - Prof. Fábio Alves

As 11 classes gramaticais: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção, interjeição e palavras denotativas

Aprender a classificar para depois empregar e estudar análise sintática

Emprego das palavras - começa-se a estudar as relações que as palavras estabelecem entre si, mas ainda de forma isolada, não em uma frase inteira. Estuda-se a posição, o sentido, a combinação, a classificação, a presença e a ausência das palavras na frase, e como elas se ajustam para cumprir determinada função.

Morfologia - estuda-se a palavra isoladamente, apenas estruturando-a, formando-a e classificando-a

Sintaxe - relação que as palavras estabelecem umas com as outras, a fim de formar frases com sentido completo

Morfossintaxe - mistura de morfologia com sintaxe

Exemplo: os pronomes retos desempenham, normalmente, função de sujeito, predicativo do sujeito, aposto ou vocativo, enquanto os oblíquos, geralmente, de objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial ou sujeito de infinitivo, com verbo causativo ou sensitivo.

Questão sobre classificação das palavras:

O desagradável da questão era vê-lo de mau humor depois da troca de turno. Na frase acima, as palavras destacadas comportam-se, respectivamente, como:

a) substantivo, adjetivo, substantivo.
b) adjetivo, advérbio, verbo.
c) substantivo, adjetivo, pronome.
d) substantivo, advérbio, substantivo.
e) adjetivo, adjetivo, verbo.

Resposta - A

Questão sobre emprego das palavras:

Assinale a opção em que a ordem dos termos pode alterar o sentido fundamental da expressão.

a) própria usina / usina própria.
b) eminentes físicos / físicos eminentes.
c) rápido desfecho / desfecho rápido.
d) parcelas ponderáveis / ponderáveis parcelas.
e) separação rígida / rígida separação.

Resposta - A

Friday, June 19, 2020

Resumo - Palavras Denotativas - Prof. Fábio Alves

Palavras e locuções denotativas - assemelham-se a advérbios, mas não possuem uma classe gramatical específica, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB)

adição: ainda, além disso, ademais, ainda por cima, além de tudo, quando acaba
afastamento: embora
afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente
adversidade: mesmo, ainda, mesmo assim
aproximação: quase, lá por, uns, bem, cerca de, por volta de, aproximadamente, mais ou menos, praticamente
afirmação: é fato, sim, com certeza, evidentemente, de fato, é certo, é verdade, mesmo, positivamente, sem dúvida, indubitavelmente, pois não, perfeitamente
coincidência: logo, bem, justamente, por cúmulo
conclusão: em fim, em suma, em síntese, em resumo
continuação: bem, ora, ademais
distribuição: a princípio, em seguida, finalmente, depois, primeiro, segundo
designação: eis, vede, aqui está
inclusão: até, inclusive, mesmo, também, ainda, ademais, além disso, de mais a mais, etc.
exclusão: apenas, salvo, senão, só, somente, exclusive, menos, exceto, fora, tirante, sequer, etc.
frequência: sempre, toda a hora
negação: qual nada, nada, que esperança, qual o quê, em hipótese alguma, não, absolutamente, tampouco, pois sim, de modo algum, de jeito nenhum
precisão: justamente, precisamente, em ponto, exatamente
realce (expletiva): cá, lá, que, é que, só, se, mesmo, embora, sobretudo, etc.
retificação: aliás, ou melhor, ou antes, isto é, ou seja, digo, etc.
restrição: em parte, relativamente, em termos
situação: mas, afinal, agora, então, etc.
seleção: principalmente, sobretudo, especialmente, mormente, máxime
explicação: isto é, a saber, por exemplo, com efeito, ou seja, digo, na verdade, ou melhor, de fato, por assim dizer, etc.
limitação: apenas, unicamente, somente, só

Resumo - Interjeição - Prof. Fábio Alves

Interjeição - palavra invariável que expressa emoções, sensações e estados de espírito

Outras interjeições e locuções interjetivas podem expressar:
• Alegria, satisfação: oh!, ah!, oba!, viva!, gol!, eba!, aleluia!, iupi!;
• Dor, tristeza: ai!, ui!;
• Espanto, surpresa: oh!, ah!, ih!, opa!, céus!, puxa!, chi!, gente!, hem?! (ou hein), meu Deus!, uai!, quê?, vixe!, nossa!;
• Chamamento, saudação: olá!, alô!, ô!, oi!, psiu!, psit!, ó!, socorro!, táxi!, salve!, saravá!;
• Medo, terror: uh!, credo!, cruzes!, Jesus!, ai!;
• Dúvida, incredulidade: qual!, epa!, ora!;
• Desaprovação, suspensão: credo!, irra!, ih!, francamente!, chega!, basta!, ora!, stop!, não mais!;
• Impaciência, contrariedade: hum!, diabo!, arre!, pô!, raios!;
• Desejo, intenção: tomara!, oxalá!, queira Deus!, quem me dera!;
• Silêncio: psiu!, calado!, quieto!, bico fechado!, shh!;
• Estímulo, animação: eia!, avante!, força!, coragem!, adiante!, vamos!, firme!, toca!;
• Afugentamento: xô!, fora!, rua!, vaza!, passa!, arreda!, sai!, cai fora!;
• Alívio: ufa!;
• Concordância: claro!, ótimo!, sim!, pois não!, tá!;
• Aprovação, aplauso: bis!, bravo!, parabéns!, muito bem!, apoiado!, valeu!.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa - Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante (adaptada)

São sempre acompanhadas de um ponto de exclamação
Uma mesma interjeição pode expressar sentimentos diferentes
Diferentes interjeições podem expressar sentimentos semelhantes
São consideradas palavras-frase

Há ainda as interjeições imitativas ou onomatopaicas, que expressam ruídos e vozes

Na linguagem afetiva, certas interjeições podem aparecer flexionadas no diminutivo ou no superlativo

Por derivação imprópria, alguns substantivos, adjetivos, pronomes, verbos e advérbios podem funcionar secundariamente como interjeição.

Não se confunde a interjeição vocativa 'ó', usada para interpelação ou invocação com a interjeição exclamativa 'oh', que expressa admiração, espanto, dor ou alegria.

Locução interjetiva - duas ou mais palavras com valor de interjeição

Resumo - Conjunção - Prof. Fábio Alves (1)

Coordenação - oração coordenada assindética e oração coordenada sindética

Subordinação - oração principal e oração subordinada: dependência sintática e independência semântica

Relações lógicas de sentido: causa, consequência, concessão, condição, conformidade, comparação, tempo, finalidade e proporção

Conjunções subordinativas causais - porque, porquanto, pois, como (= porque), já que, visto que, uma vez que, por isso que, na medida em que

Conjunções subordinativas consecutivas - que (precedido de tal, tão, tanto ou tamanho), de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que

Conjunções subordinativas concessivas - embora, conquanto, ainda que, mesmo que, se bem que, apesar de que, posto que, nem que, por mais que, por menos que, por muito que, por pouco que, por melhor que, por pior que

Conjunções subordinativas condicionais - se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (com o verbo no subjuntivo)

Conjunções subordinativas conformativas - conforme, como, segundo, consoante

Conjunções subordinativas comparativas - como, bem como, assim como, mais... (do) que, menos... (do) que, tão... quanto/como, tanto... quanto/como, tal qual

Conjunções subordinativas temporais - quando, enquanto, logo que, até que, antes que, depois que, desde que, assim que, sempre que, toda vez que

Conjunções subordinativas finais - a fim de que, para que, que, porque (= para que)

Conjunções subordinativas proporcionais - à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais... mais, quanto menos... menos

Conjunções subordinativas integrantes - que e se (sem valor semântico específico, apenas ligam as orações)

Causa ou explicação?

Toda causa é uma explicação, mas nem toda explicação é uma causa.

causa subjetiva / consequência e causa objetiva (somente causa) / somente explicação

Locução conjuntiva - duas ou mais palavras com valor de conjunção. Normalmente termina pela conjunção 'que'

Exemplos:

desde que;
visto que;
já que;
antes que;
até que;
sem que;
dado que;
posto que;
ainda que;
por mais que;
logo que;
a fim de que;
uma vez que;
à medida que.

Ordem natural das orações - ordem direta ou canônica
Deslocamento - ordem inversa ou indireta

Ordem direta:
Termos - sujeito + verbo + complemento + advérbio (+ conjunção)
Orações - oração principal + oração subordinada

Resumo - Conjunção - Prof. Fábio Alves

Oração - enunciado que se estrutura em torno de um verbo ou de uma locução verbal

Principais conectivos coordenativos - introduzem orações coordenadas:

Aditiva - e, nem
Adversativa - mas, porém
Alternativa - ou... ou
Conclusiva - logo, portanto
Explicativa - pois, porque

Principais conectivos subordinativos - iniciam orações subordinadas:

Conjunções integrantes - iniciam orações substantivas: que, se

Conjunções adverbiais - iniciam orações adverbiais:

Causal - porque
Consecutiva - que (precedida de tal, tão, tanto ou tamanho)
Concessiva - embora
Condicional - se
Conformativa - conforme
Comparativa - como
Temporal - quando
Final - para que
Proporcional - à medida que

Pronomes relativos - iniciam orações adjetivas: que, o qual

Conjunção - palavra que liga duas orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo relações entre eles

Coordenação - independência sintática e dependência semântica

Relações lógicas de sentido: adição, adversidade, alternância, explicação e conclusão

Conjunções coordenativas aditivas - e, nem (= e não), mas também, mas ainda, como também, senão também (depois de não só), tampouco, além disso, ademais, outrossim, mais (linguagem matemática ou regionalismo)

Conjunções coordenativas adversativas - mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, senão (= mas sim)

Conjunções coordenativas alternativas - ou (repetida ou não), ora, já, quer, seja, talvez (repetidas).

Conjunções coordenativas explicativas - que, porque, pois (antes do verbo), porquanto

Conjunções coordenativas conclusivas - logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (depois do verbo), destarte, dessarte