A. Complemento Verbal
a1. objeto direto – é o termo que completa o sentido de um verbo transitivo direto. Normalmente não vem regido de preposição.
O objeto direto só existe nas vozes ativa e reflexiva e torna-se sujeito da mesma oração na voz passiva. O verbo na voz passiva, portanto, não apresenta objeto direto, mas o verbo não deixa de ser transitivo direto:
Israel liberta 20 presos políticos. – voz ativa
OD
20 presos políticos são libertados por Israel. – voz passiva
sujeito
Podem exercer a função de objeto direto:
ü substantivo ou expressão substantivada:
Vamos fazer justiça.
ü pronomes oblíquos (o, a, os, as, me, te, se, nos, vos):
A sorte o pegou de surpresa.
ü qualquer pronome substantivo:
A Fórmula 1 perdeu alguém mágico, especial.
ü numeral:
Poupança rende 1,1067%.
ü uma oração:
Aprendi / que ninguém é completamente mau.
1ª or. 2ª or.
à Nesse caso, a oração é classificada como oração subordinada substantiva objetiva direta.
a2. objeto direto preposicionado – é quando o objeto direto é regido por preposição.
Casos obrigatórios:
ü Para evitar ambigüidade, ou seja; para que o objeto direto não se confunda com o sujeito:
Venceu ao bem o mal.
VTD e ODP e Sujeito
Sem a preposição, não se sabe o que venceu o quê. Tanto o bem como o mal podem exercer a função de sujeito ou de objeto direto.
ü quando o objeto direto é expresso por um pronome pessoal oblíquo tônico:
Magoaram a ti.
VTD OD
Ama ao próximo como a ti mesmo.
VTD OD OD
Casos facultativos:
ü quando o objeto direto é um substantivo próprio ou comum que designa a pessoa, ou o nome próprio Deus:
Convidamos a todos os alunos.
VTD prep. OD
Ofendeu a o Geraldo.
VTD prep. OD
ü quando o objeto direto é um pronome indefinido que se refere a pessoa:
Não convenci a ninguém.
prep.
ü em algumas expressões idiomáticas enfáticas, como: puxar do revólver (da faca, da espada, da arma, etc.); pegar da arma (da pena, do revólver, etc.); cumprir com o dever (com a palavra, com a obrigação, etc.); beber do vinho (da água, do refrigerante, etc.); comer do pão (da carne, etc.):
Comeu do pão. Puxei da arma.
OD OD
a3. objeto direto pleonástico – quando se deseja enfatizar a idéia expressa pelo objeto direto, pode-se repetí-lo empregando um pronome pessoal átono. O objeto repetido pelo pronome pessoal átono recebe o nome de objeto direto pleonástico.
Esses filmes, ainda não os vi.
A cidade, não quero mais vê-la nem em cartão postal.
OD e OD pleonástico
a4. objeto indireto – é o termo que completa o sentido do verbo transitivo indireto. Vem sempre regido de preposição clara ou subentendida. As preposições que introduzem o objeto indireto são: a, de, em, para, com, por. O objeto indireto pode ser representado por:
ü substantivo ou expressão substantivada.
O ser humano clama por contato.
ü pronomes substantivos.
Não desconfiava de nada.
ü numeral.
- Quantos cartões você quer ?
- Preciso de dois.
ü oração.
Duvido / de que todos tenham aceito a proposta.
à Nesse caso, a oração que funciona como objeto indireto do verbo da oração anterior chama-se subordinada substantiva objetiva indireta.
São transitivos indiretos muitos verbos pronominais, como: lembrar-se, esquecer-se, encarregar-se, aborrecer-se, engajar-se, aplicar-se, referir-se, utilizar-se, valer-se, orgulhar-se, gabar-se, arrepender-se, apropriar-se, queixar-se, zangar-se, etc.
a5. objeto indireto pleonástico – assim como o objeto direto, quando se deseja enfatizar a idéia expressa pelo objeto indireto, pode-se repeti-lo. O objeto indireto pleonástico pode ser representado por um substantivo ou por um pronome pessoal.
Aos demissionários, ofereço-lhes minha solidariedade.
OI OI pleonástico
a6. pronomes pessoais oblíquos como complementos verbais –
- o, a, os, as (lo, la, los, las, no, na, nos, nas) – funcionam como objeto direto.
- lhe, lhes – funcionam como objeto indireto.
- me, te, se, nos, vos – funcionam como objeto direto ou indireto, dependendo da predicação do verbo. Como é praticamente impossível saber a predicação de todos os verbos em português, existe uma regra prática que pode facilitar: substituir o pronome por uma expressão masculina.
ü se não aparecer preposição obrigatória, o pronome exercerá a função de objeto direto.
Eu te convido para a minha formatura.
Eu convido o professor para a minha formatura.
à A preposição não é obrigatória. Logo, o pronome te é objeto direto.
ü se aparecer preposição obrigatória, o pronome exercerá a função de objeto indireto.
Desejo-te boa sorte.
Desejo boa sorte ao amigo.
à A preposição a é obrigatória. Logo, o pronome te é objeto indireto.
B. Complemento Nominal
É o termo que completa o significado do nome (substantivos, adjetivos e advérbios de base nominal, terminados em mente).
- Os jogadores têm muito respeito pelo técnico. ( a expressão pelo técnico está completando o sentido do substantivo respeito ).
- Uma novela deve trazer algo de útil à sociedade. ( a expressão à sociedade completa o sentido do adjetivo útil ).
- Nove parlamentares devem votar favoravelmente à reeleição. ( a expressão à reeleição completa o sentido do advérbio favoravelmente).
Esses nomes de sentido incompleto são, geralmente, derivados de verbos transitivos. É importante observar que o complemento nominal vem sempre precedido de preposição.
Complemento nominal é o termo que, precedido de preposição, completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio. Exerce para o nome a mesma função que o complemento verbal desempenha para o verbo.
Concessionárias intensificam a venda de carros usados.
CN
Vender carros usados é o novo negócio das concessionárias.
OD
O complemento nominal pode ser representado por:
ü substantivo ou expressão substantivada.
Os adversários perderam o respeito pela seleçãos.
ü pronome.
Essa notícia foi desconcertante a todos.
OBS: - quando o pronome é átono, o complemento nominal não vem precedido de preposição.
Fui-lhes favorável.
ü numeral.
Tal atitude foi benéfica aos dois.
ü oração.
Correu a notícia / de que Zumbi estava vivo.
à Nesse caso, a oração será classificada como oração subordinada substantiva completiva nominal.
OBS: - O complemento nominal pode fazer parte de vários termos como: sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, agente da passiva, adjunto adverbial, aposto e vocativo. Veja:
A destruição das matas é condenável.
sujeito: A destruição das matas (núcleo: destruição).
complemento nominal: das matas.
O professor orientou a leitura das obras clássicas.
OD: a leitura das obras clássicas.
complemento nominal: das obras clássicas.
C. Agente da Passiva
É o termo que indica o ser que pratica a ação, quando o verbo está na voz passiva. Vem regido pela preposição por e, eventualmente, pela preposição de.
Observe, que o agente da passiva corresponde ao sujeito da voz ativa:
O processo foi paralisado pelo governo. – voz passiva
sujeito ag. da passiva
O governo paralisou o processo. – voz ativa
sujeito OD
Embora o agente da passiva seja um termo integrante, ele pode ser muitas vezes omitido.
O processo foi paralisado.
O agente da passiva pode ocorrer também na voz passiva sintética. Assim:
A enciclopédia compõe-se de 25 volumes.
ag. da passiva
O agente da passiva pode ser representado por:
ü substantivo ou expressão substantivada.
Os bairros mais pobres foram muito afetados pelo furacão.
ü numeral.
O projeto foi elaborado pelos três.
ü pronome.
A melhor história foi contada por ela.
ü oração.
O caso foi denunciado por quem cuida da criança.
Neste caso, a oração é classificada como oração subordinada substantiva agente da passiva. Essa oração não é registrada pela NGB, mas existe.
São aqueles que não são indispensáveis para o entendimento do enunciado. No entanto, acrescentam uma informação nova a um nome ou a um verbo, determinando-lhes o significado. Compare as frase:
a. sem termo acessório: Índio fará curso.
b. com termo acessório: Índio acreano fará curso na Suíça.
A. Adjunto Adnominal
É o termo que especifica ou delimita o significado de um substantivo. Pode ser expresso por:
ü adjetivo: Catedral de Curitiba vai ter vigilância eletrônica.
ü locução adjetiva: Bolsas de estudo para cursos a distância.
Ele é especialista em economia do império.
ü artigo: A genética supera os preconceitos.
ü pronome adjetivo: A tristeza tem seus significados.
ü numeral: Um balão pode voar até sete mil metros de altura.
ü oração: As florestas acreanas, / que concentram uma das maiores quantidades de recursos biológicos do planeta, / estão sendo alvo da biopirataria internacional.
à Nesse caso, a oração será classificada como oração subordinada adjetiva (restritiva ou explicativa).
€ Diferença entre complemento nominal e adjunto adnominal (na forma de locução adjetiva).
1. Se a locução vier associada a adjetivo ou advérbio, ela será sempre complemento nominal, uma vez que o adjunto só modifica o substantivo.
Sua pesquisa é útil a todos.
adj. CN
Poucos deputados manifestaram-se contrariamente à aprovação do projeto de lei de aposentadoria.
adv. CN
2. Se a locução vier associada a um substantivo, poderá exercer a função de complemento nominal ou adjunto adnominal.
ü Será adjunto adnominal se o substantivo a que se refere for concreto ou se essa locução puder ser transformada em adjetivo, uma vez que o complemento só se refere a substantivo abstrato:
Vaso de porcelana.
Livro de geografia.
Caneta do José.
Ondas do mar. ( = marítimas )
subst. concreto e adj. adn. e adj.
ü Se a locução referir-se a um substantivo abstrato (muito exigido em vestibulares), será:
- adjunto adnominal – se indicar o agente (executor) da ação expressa pelo nome;
- complemento nominal – se for o paciente (alvo) da ação.
Em suma, se a locução tiver valor de sujeito, será adjunto adnominal; se equivaler a objeto, será complemento nominal.
Amor de pai. Amor ao pai.
- No 1º caso, a expressão de pai funciona como adjunto adnominal, pois pai é agente de amar (o pai ama; pai = sujeito). Portanto o adjunto adnominal pode ser agente da ação expressa pelo nome.
- Na 2ª situação, a expressão ao pai exerce a função sintática de complemento nominal, pois pai é paciente de amar (ama o pai; o pai = objeto direto).
Outro exemplo:
A invasão da Bélgica pelas tropas alemãs ocorreu em 1914.
A locução da Bélgica exerce a função sintática de complemento nominal, pois é paciente da ação de invadir. Já a expressão pelas tropas alemãs funciona como adjunto adnominal, uma vez que é agente da ação de invadir.
€ Diferença entre adjunto adnominal e predicativo do objeto.
Vi um filme excelente. Considero o filme excelente.
adj. adnominal pred. do objeto
Passando essas duas frases para a voz passiva, notaremos que o adjunto adnominal continuará exercendo a mesma função ao passo que o predicativo do objeto passará a exercer a função de predicativo do sujeito:
Um filme excelente foi visto por mim. O filme é considerado excelente por mim.
adj. adnominal pred. do sujeito
Substituindo o termo em questão por um pronome oblíquo, o adjunto adnominal desaparece e o predicativo permanece:
O homem indecente foi julgado. = Ele foi julgado.
O juiz condenou o homem indecente. = O juiz condenou-o.
O juiz considerou o homem indecente. = O juiz considerou-o indecente.
B. Adjunto Adverbial
É o termo da oração que indica uma circunstância do fato expresso pelo verbo ou intensifica o sentido do verbo, do adjetivo e do advérbio.
O adjunto adverbial exerce, portanto, a função de modificador e de intensificador.
Vão viajar amanhã. à modificador
Viajam muito. à intensificador
Estão muito ansiosos. à intensificador
Redigem muito bem. à intensificador
O adjunto adverbial pode se referir a uma oração inteira, incidindo sobre ela: Felizmente, todos estão aprovados. / Infelizmente, todos foram reprovados.
Pode aparecer com qualquer tipo de verbo, inclusive o de ligação.
P Classificação dos adjuntos adverbiais
Eis alguns tipos de adjuntos adverbiais:
causa: As crianças gritavam de dor.
companhia: Só saía com os pais.
condição: A adoção de um adolescente só é feita com o seu consentimento.
dúvida: Talvez ela se digne a falar comigo.
finalidade: Haviam deixado um espaço para a colocação da mesa.
instrumento: Batia com a caneta sobre o livro.
intensidade: A mulher se diverte muito no trabalho.
lugar: Sou um lírio na correnteza.
meio: Passei a tentar levar o barco pelo leme.
modo: Volta pacientemente ao ponto de partida para recomeçar.
negação: O suposto mar não passaria de um deserto gelado.
tempo: A gente não devia crescer nunca.
O adjunto adverbial pode ser expresso por:
ü advérbio.
Entrar ilegalmente nos Estados Unidos pelo México é uma empreitada de alto risco.
ü locução adverbial.
Nos anos 30, muitos países europeus já tinham aprovado leis de “higiene racial”.
ü oração.
Quando o Dr. Renato ouvia falar em operação de risco, ele pensava em cirurgia.
à Nesse caso, a oração será classificada como oração subordinada adverbial.
ü pronome oblíquo (comigo, contigo, consigo, conosco, convosco).
Fique comigo.
O mesmo adjunto adverbial pode expressar mais de uma circunstância:
-Moramos longíssimo daqui.
-lugar e intensidade
-Jamais voltarei a esta cidade.
-tempo e negação
-Saiu da sala devagarinho. - modo e intensidade
C. Aposto
É o termo da oração que se anexa a um substantivo ou a um pronome, explicando-o, enumerando-o, especificando-o, resumindo-o, distribuindo-o ou comparando-o.
Jorge, o cozinheiro, lembrou que peixe cru é muito nutritivo.
- O aposto o cozinheiro está anexado ao substantivo Jorge.
Nós, os artistas, adoramos ser “estraçalhados”.
- O aposto os artistas refere-se ao pronome Nós.
ü o aposto vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos, travessão ou parênteses:
A happy hour – o agradável bate-papo do fim de tarde – pode esconder um perigo: o abuso de álcool.
ü o aposto pode anteceder o nome a que se refere:
Pioneiros do estudo da radioatividade, Marie e Pierre Curie ganharam o prêmio Nobel de física de 1903.
ü o aposto pode ser representado por uma oração denominada oração subordinada substantiva apositiva:
Então aconteceu o inesperado: elegeu-se para prefeito. à a oração apositiva elegeu-se para prefeito explica o termo inesperado.
c1. Tipos de Aposto:
ü enumerador – é o aposto que desenvolve uma ideia anterior: Debaixo de um juazeiro grande, todo um bando de retirantes se arranchara: uma velha, dois homens, uma mulher nova, algumas crianças.
ü resumidor – resume termos anteriores. Geralmente expressa-se através de um pronome indefinido: Dinheiro, amor, férias, nada a seduzia.
ü especificador – individualiza um substantivo de sentido genérico. Normalmente é um nome próprio de pessoa ou lugar e não aparece entre vírgulas.
- O presidente Vargas cometeu suicídio.
- O escritor Euclides da Cunha relatou a Guerra de Canudos em seu livro Os sertões.
- A cidade de São Paulo é a campeã brasileira em poluição ambiental.
- Em 1969, o embaixador norte-americano Charles Elbric foi seqüestrado por militantes de esquerda.
· Diferença entre adjunto adnominal e aposto:
Não se deve confundir o aposto especificador com o adjunto adnominal. Compare:
A cidade de Recife continua linda à aposto especificador
(Recife = cidade).
O clima de Recife é bastante quente à adjunto adnominal
(tem função adjetiva).
Faço aniversário no mês de junho à aposto especificador
(mês = junho).
As festas de junho são muito populares na região do nordeste à adjunto adnominal
(tem função adjetiva - festas de junho = juninas).
D. Vocativo
É um termo independente da oração, pois não pertence nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo utilizado para chamar, interpelar, invocar um ouvinte, real ou hipotético. Por seu tom exclamativo, geralmente se relaciona à segunda pessoa do discurso.
P Classificação dos adjuntos adverbiais
Eis alguns tipos de adjuntos adverbiais:
causa: As crianças gritavam de dor.
companhia: Só saía com os pais.
condição: A adoção de um adolescente só é feita com o seu consentimento.
dúvida: Talvez ela se digne a falar comigo.
finalidade: Haviam deixado um espaço para a colocação da mesa.
instrumento: Batia com a caneta sobre o livro.
intensidade: A mulher se diverte muito no trabalho.
lugar: Sou um lírio na correnteza.
meio: Passei a tentar levar o barco pelo leme.
modo: Volta pacientemente ao ponto de partida para recomeçar.
negação: O suposto mar não passaria de um deserto gelado.
tempo: A gente não devia crescer nunca.
O adjunto adverbial pode ser expresso por:
ü advérbio.
Entrar ilegalmente nos Estados Unidos pelo México é uma empreitada de alto risco.
ü locução adverbial.
Nos anos 30, muitos países europeus já tinham aprovado leis de “higiene racial”.
ü oração.
Quando o Dr. Renato ouvia falar em operação de risco, ele pensava em cirurgia.
à Nesse caso, a oração será classificada como oração subordinada adverbial.
ü pronome oblíquo (comigo, contigo, consigo, conosco, convosco).
Fique comigo.
O mesmo adjunto adverbial pode expressar mais de uma circunstância:
-Moramos longíssimo daqui.
-lugar e intensidade
-Jamais voltarei a esta cidade.
-tempo e negação
-Saiu da sala devagarinho. - modo e intensidade
C. Aposto
É o termo da oração que se anexa a um substantivo ou a um pronome, explicando-o, enumerando-o, especificando-o, resumindo-o, distribuindo-o ou comparando-o.
Jorge, o cozinheiro, lembrou que peixe cru é muito nutritivo.
- O aposto o cozinheiro está anexado ao substantivo Jorge.
Nós, os artistas, adoramos ser “estraçalhados”.
- O aposto os artistas refere-se ao pronome Nós.
ü o aposto vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos, travessão ou parênteses:
A happy hour – o agradável bate-papo do fim de tarde – pode esconder um perigo: o abuso de álcool.
ü o aposto pode anteceder o nome a que se refere:
Pioneiros do estudo da radioatividade, Marie e Pierre Curie ganharam o prêmio Nobel de física de 1903.
ü o aposto pode ser representado por uma oração denominada oração subordinada substantiva apositiva:
Então aconteceu o inesperado: elegeu-se para prefeito. à a oração apositiva elegeu-se para prefeito explica o termo inesperado.
c1. Tipos de Aposto:
ü enumerador – é o aposto que desenvolve uma ideia anterior: Debaixo de um juazeiro grande, todo um bando de retirantes se arranchara: uma velha, dois homens, uma mulher nova, algumas crianças.
ü resumidor – resume termos anteriores. Geralmente expressa-se através de um pronome indefinido: Dinheiro, amor, férias, nada a seduzia.
ü especificador – individualiza um substantivo de sentido genérico. Normalmente é um nome próprio de pessoa ou lugar e não aparece entre vírgulas.
- O presidente Vargas cometeu suicídio.
- O escritor Euclides da Cunha relatou a Guerra de Canudos em seu livro Os sertões.
- A cidade de São Paulo é a campeã brasileira em poluição ambiental.
- Em 1969, o embaixador norte-americano Charles Elbric foi seqüestrado por militantes de esquerda.
· Diferença entre adjunto adnominal e aposto:
Não se deve confundir o aposto especificador com o adjunto adnominal. Compare:
A cidade de Recife continua linda à aposto especificador
(Recife = cidade).
O clima de Recife é bastante quente à adjunto adnominal
(tem função adjetiva).
Faço aniversário no mês de junho à aposto especificador
(mês = junho).
As festas de junho são muito populares na região do nordeste à adjunto adnominal
(tem função adjetiva - festas de junho = juninas).
D. Vocativo
É um termo independente da oração, pois não pertence nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo utilizado para chamar, interpelar, invocar um ouvinte, real ou hipotético. Por seu tom exclamativo, geralmente se relaciona à segunda pessoa do discurso.
Vem do latim vocare = chamar.
Geralmente é separado por vírgula dos outros termos da oração e pode vir precedido de interjeições de apelo como: ó! (não confunda com a interjeição de espanto oh!), olá!, eh!, ei!
Bem-vindo, presidente!
Adeus, ano-velho.
Traga-me, vinho, o amor e a juventude.
Geralmente é separado por vírgula dos outros termos da oração e pode vir precedido de interjeições de apelo como: ó! (não confunda com a interjeição de espanto oh!), olá!, eh!, ei!
Bem-vindo, presidente!
Adeus, ano-velho.
Traga-me, vinho, o amor e a juventude.
Fulguras, ó Brasil, florão da América - Hino Nacional Brasileiro
O vocativo pode aparecer no início, no meio ou no final da oração:
- Joana, leia o poema.
- Leia, Joana, o poema.
- Leia o poema, Joana.
O vocativo pode vir separado da oração quando ocorre mudança do interlocutor:
- Roberto.
- O quê ?
- Venha almoçar.
O termo Roberto, que é o vocativo, vem separado da oração Venha almoçar, o que demonstra que se trata de um termo independente, não pertence à estrutura da oração.
O vocativo pode aparecer no início, no meio ou no final da oração:
- Joana, leia o poema.
- Leia, Joana, o poema.
- Leia o poema, Joana.
O vocativo pode vir separado da oração quando ocorre mudança do interlocutor:
- Roberto.
- O quê ?
- Venha almoçar.
O termo Roberto, que é o vocativo, vem separado da oração Venha almoçar, o que demonstra que se trata de um termo independente, não pertence à estrutura da oração.
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