Sunday, November 8, 2020

Resumo - Estilística - Prof. Fábio Alves (2)

 Figuras de linguagens:

Elipse - omissão de um termo facilmente subentendido pelo contexto

Zeugma - omissão de um termo que já apareceu antes

Polissíndeto - repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período

Assíndeto - omissão de conectivos como elementos de ligação entre palavras e orações, sendo substituídos por algum sinal de pontuação

Hipérbato - inversão da ordem natural dos termos da frase

Silepse - concordância não com o que vem expresso, mas com o que se entende ou está implícito

Anacoluto - frase cuja estrutura sintática é interrompida, sendo continuada de uma forma alternativa, deixando solto o termo inicial da oração

Pleonasmo - redundância cuja finalidade é enfatizar, reforçar a mensagem

Anáfora - repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases

Observação:

Na anástrofe ocorre uma inversão suave que cria apenas um ligeiro efeito surpresa e enfático na frase.

No hipérbato ocorre uma inversão brusca que, embora possa prejudicar a clareza da mensagem, não compromete o seu entendimento e sentido.

Na sínquise ocorre uma inversão tão intensa e excessiva que compromete a clareza e sentido da mensagem, tornando-a obscura e ininteligível.

Aliteração - repetição ordenada de mesmos sons consonantais

Assonância - repetição ordenada de mesmos sons vocálicos

Paronomásia - aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados diferentes

Onomatopeia - imitação dos sons e ruídos dos animais, da natureza, dos objetos e do homem

Thursday, October 8, 2020

Resumo - Estilística - Prof. Fábio Alves (1)

Figuras de linguagens:

Antítese - associação de palavras ou ideias em oposição

Paradoxo - contradição entre as imagens associadas

Eufemismo - suavização de uma ideia para evitar o impacto de uma mensagem cruel, negativa ou ofensiva

Hipérbole - emprego de uma expressão exagerada para dar mais expressividade à mensagem

Ironia - ocorre quando se diz o contrário do que se quer dar a entender, ou quando se produz um efeito de sentido diverso do que foi empregado na formulação denotativa

Gradação - sequência de ideias, em ordem crescente ou decrescente

Apóstrofe - invocação ou chamamento com função emotiva

Friday, October 2, 2020

Resumo - Estilística - Prof. Fábio Alves

 Estilística - parte da Gramática que trata dos processos usados pelo idioma para despertar o sentimento estético e a emoção, isto é, o estilo. Visa ao lado emocional da atividade linguística, em oposição ao aspecto intelectivo, científico.

Os desvios da norma culta enquanto reforço da mensagem ou recurso expressivo constituem as figuras de linguagem. Já os desvios provocados pelo desconhecimento da norma-padrão constituem os vícios de linguagem (assistir as aulas 38 a 42 do curso de Redação).

Figuras de linguagem, de estilo ou de retórica - são recursos linguísticos usados para dar maior expressividade ao que se escreve

Pleonasmo - dois tipos: pleonasmo literário, de reforço, estilístico ou semântico (intencional, que tem um propósito e um interesse reforçativo) e pleonasmo vicioso, tautologia ou redundância (desnecessário, não intencional e sem valor estilístico)

Comparação - estabelece entre dois seres ou fatos uma relação de semelhança, através de um conectivo, do tipo 'como', 'que nem', 'feito', 'assim como', 'tanto quanto', 'tal qual', ou verbos como 'parecer' ou 'assemelhar-se'

Metáfora - emprego de uma palavra com sentido diferente do usual, baseado em uma comparação implícita sem o conectivo comparativo entre os dois elementos

Metonímia (sinédoque) - usa um termo para substituir outro, havendo entre eles estreita afinidade ou relação de sentido. As relações mais comuns são: o autor pela obra, o continente pelo conteúdo, o efeito pela causa, a marca pelo produto, a instituição pelo que representa, o sinal pela coisa significada, o possuidor pelo possuído, a causa primária pela secundária, o abstrato pelo concreto, o gênero pela espécie, o singular pelo plural, o indivíduo pela classe, a forma pela matéria. A sinédoque abrange os casos de extensão, enquanto a metonímia abrange apenas os casos de analogia ou de relação.

Perífrase - substitui um nome por uma expressão que o identifique com facilidade. Referindo-se a pessoas, o termo adequado é antonomásia.

Catacrese - ocorre quando por falta de um termo específico, toma-se outro por empréstimo e também quando a palavra perde seu sentido original.

Sinestesia - mescla, em uma mesma expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.

Prosopopeia (personificação ou animismo) - atribui ações ou qualidades de seres humanos, como fala, movimento ou raciocínio, a seres não humanos ou objetos, plantas, animais e sentimentos.

Friday, September 25, 2020

Resumo - Semântica - Prof. Fábio Alves (1)

 Homônimos - são palavras semelhantes no som, na grafia ou em ambos, porém com significados diferentes. Dividem-se em:

Homônimos perfeitos - iguais na grafia e na pronúncia.

Exemplos: caminho (substantivo - itinerário e verbo caminhar), cedo (advérbio - com antecedência e verbo ceder), leve (adjetivo - com pouco peso e verbo levar), morro (substantivo - monte e verbo morrer), rio (substantivo - curso de água fluvial e verbo rir), são (adjetivo - saudável, substantivo - santo e verbo ser), verão (substantivo - estação do ano e verbo ver)

Homônimos homógrafos - iguais apenas na grafia

Exemplos: acerto (substantivo - correção e verbo acertar), almoço (substantivo - refeição e verbo almoçar), colher (substantivo - utensílio de mesa e verbo), começo (substantivo - início e verbo começar), coro (substantivo - cantores e verbo corar), gelo (substantivo - água em estado sólido e verbo gelar), gosto (substantivo - preferência e verbo gostar), jogo (substantivo - divertimento e verbo jogar), molho (substantivo - caldo e verbo molhar), olho (substantivo - vista e verbo olhar) 

Homônimos homófonos - iguais apenas na pronúncia

Exemplos: acento (sinal gráfico) e assento (lugar de sentar-se), aço (liga de ferro) e asso (do verbo assar), sela (arreio) e cela (compartimento), cento (cem) e sento (verbo sentar), cerrar (fechar) e serrar (cortar), conserto (reparo) e concerto (espetáculo musical), cozer (cozinhar) e coser (costurar), sena (loteria) e cena (cenário), senso (juízo) e censo (recenseamento), sessão (reunião, intervalo de tempo, exibição de um filme ou programa), seção (área, departamento, setor) e cessão (ato de ceder, doação), trás (parte posterior) e traz (do verbo trazer), vaso (recipiente) e vazo (do verbo vazar)

Parônimos - são palavras que apresentam grafia e pronúncia semelhante, porém com significados diferentes

Exemplos: absorver (sorver) e absolver (perdoar), aferir (avaliar) e auferir (conseguir), cavaleiro (homem que anda a cavalo) e cavalheiro (homem gentil), comprimento (extensão) e cumprimento (saudação, realização), delatar (denunciar), dilatar (estender) e deletar (excluir), dirigente (pessoa que dirige) e diligente (aplicado), descriminar (inocentar) e discriminar (diferenciar), estofar (pôr estofo) e estufar (refogar), fluvial (relativo a rio) e pluvial (relativo a chuva), imergir (mergulhar) e emergir (vir à tona), migrar (deslocar-se), emigrar (sair da pátria) e imigrar (entrar em um país estranho para nele morar), eminente (ilustre) e iminente (prestes a ocorrer), infligir (aplicar) e infringir (transgredir), retificar (corrigir) e ratificar (confirmar), tráfego (trânsito) e tráfico (comércio ilícito).

Denotação - palavra com significação restrita, palavra com sentido comum do dicionário, palavra usada de modo automatizado, linguagem comum, permite uma única interpretação, impessoal e objetiva, textos informativos (linguagem científica, jurídica, notícia, reportagem, livro, carta, ofício, memorando, redação)

Conotação - palavra com significação ampla, palavra cujos sentidos extrapolam o sentido comum, palavra usada de modo criativo, linguagem rica e expressiva, permite várias interpretações, pessoal e subjetiva (sentimentos), textos literários/publicitários (poemas, romances, músicas, propagandas)

Friday, September 4, 2020

Resumo - Semântica - Prof. Fábio Alves

 Semântica - parte da gramática que estuda o significado e o sentido das palavras, expressões e enunciados que formam os textos. Pode ser descritiva, também chamada de sincrônica (estuda a significação das palavras), interessante à gramática normativa, ou histórica, também chamada de diacrônica (estuda a evolução do sentido das palavras, através do tempo), interessante à gramática histórica e à etimologia

Contexto - conjunto de fatores externos ou internos que auxiliam na compreensão de um enunciado linguístico

Polissemia - capacidade que uma palavra tem de apresentar diferentes significados e várias interpretações, conforme o contexto em que é usada. Ocorre devido às seguintes razões: o uso de linguagem com sentido figurado, com metáforas e metonímias, a tradução de linguagem específica para linguagem corrente e a influência de estrangeirismos e neologismos. Portanto, difere da monossemia, que é a capacidade que uma palavra tem de apresentar um único significado, tendo apenas uma única leitura. São palavras muito específicas, referindo-se a aspectos particulares da realidade, como as palavras científicas e técnicas.

Exemplo: banco (assento / instituição financeira / 1ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo bancar)

Sinonímia - relação estabelecida entre duas ou mais palavras que apresentam significados parecidos ou semelhantes. Embora o sentido de palavras sinônimas seja próximo, não é exatamente equivalente, eventualmente existem sinônimos perfeitos, ou seja, de palavras diferentes que signifiquem exatamente a mesma coisa.


Isto ocorre porque, mesmo apresentando significados equivalentes, as palavras possuem conotações diferentes. Os termos podem ser mais eruditos ou mais populares, apresentando uma carga cultural diferente, podem ser mais concretos ou mais abstratos, podem transmitir intensidades diferentes,... Por exemplo, casa tem uma conotação física e lar, uma conotação espiritual; casamento tem uma conotação jurídica e matrimônio, uma conotação religiosa.


Além disso, a relação de sinonímia entre duas palavras não é recíproca, ou seja, a substituição de um termo pelo outro não ocorre nos dois sentidos. É preciso ter em consideração o contexto em que se insere a palavra. Assim, a escolha de um sinônimo deve ser feita de forma contextualizada, para que não haja alteração semântica da mensagem.


O uso de sinônimos é essencial na diversificação vocabular, evitando a repetição. Na produção textual, os sinônimos, além de serem usados como um recurso estilístico, são essenciais na retomada de elementos que aparecem ao longo de todo o texto.

Antonímia - é a relação estabelecida entre duas ou mais palavras que apresentam significados contrários ou opostos. Pode ser estabelecida através de radicais diferentes ou de um prefixo de sentido oposto ou negativo. Tal como os sinônimos, os antônimos são também utilizados como recursos estilísticos na produção textual, devendo também ser analisados em contexto.

Observação: É rara a existência de sinônimos relativos às cores, por exemplo: vermelho e encarnado, roxo e violeta etc. Como nem tudo é preto ou branco na língua portuguesa, são antônimos os vocábulos preto (ausência de todas as cores) e branco (união de todas as cores). Segundo demonstrou o cientista Newton, as cores do arco-íris se distribuem da seguinte forma: vermelho, amarelo, laranja, roxo, verde e azul. Assim, fica evidente que as cores não se opõem.

Sob o ponto de vista estético, as cores são distribuídas de acordo com o seguinte critério: três cores básicas - vermelho, azul e amarelo, e as cores derivadas da combinação destas, como o roxo, o verde e o laranja. As cores foram distribuídas em círculo para melhor compreensão das combinações resultantes. Ocre não é sinônimo de amarelo, porque também existe ocre castanho e avermelhado.

Sunday, August 23, 2020

Resumo - Concordância - Prof. Fábio Alves (5)

 Concordância dos verbos impessoais:

Por não possuírem sujeito, ficam sempre na 3ª pessoa do singular, independentemente de o restante da frase estar no singular ou no plural. São eles: o verbo haver (no sentido de existir, acontecer, realizar-se ou decorrer), os verbos fazer, estar, ser e passar (no sentido de tempo decorrido ou temperatura, na indicação de hora, data ou distância) e os verbos que indicam fenômenos da natureza

Observações:

1 - Quando usados em sentido figurado, os verbos que indicam fenômenos da natureza possuem sujeito

2 - Se acompanhados de verbos auxiliares, esses verbos transmitem a ele sua impessoalidade

3 - Na língua popular, e até por escritores de renome, é comum o uso do verbo ter como impessoal, substituindo os verbos haver e existir

4 - O verbo ser, impessoal, concorda com o predicativo, podendo aparecer na 3ª pessoa do plural

Concordância com o verbo no infinitivo:

Emprego da forma pessoal - com sujeito expresso de forma clara, mesmo em orações reduzidas, para identificar o sujeito através do verbo, quando há indeterminação do sujeito, sendo usada a 3ª pessoa do plural, com sujeito diferente do da oração anterior, com verbo no infinitivo assumindo a função de sujeito da oração anterior, inspirado na música 'O quereres' de Caetano Veloso

Emprego da forma impessoal - sem um sujeito definido, com valor imperativo, com verbo regendo uma preposição e funciona como complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração anterior, com verbo regendo a preposição a e assume valor de gerúndio, em locuções verbais e com os verbos causativos (deixar, mandar e fazer) e sensitivos (ver, ouvir e sentir) em conjunto com o pronome oblíquo átono

Casos facultativos - quando o sujeito é o mesmo das duas orações, quando o verbo se encontra na voz passiva ou reflexiva, sendo um verbo pronominal ou quando for um verbo de ligação, com verbos causativos e sensitivos cujo sujeito é representado por um substantivo

Saturday, August 15, 2020

Resumo - Concordância - Prof. Fábio Alves (4)

 Concordância com núcleos de diferentes pessoas gramaticais:

A 1ª pessoa prevalece sobre as demais / A 2ª pessoa prevalece sobre a 3ª

Quando existir 'eu', o verbo vai para o 'nós'. Quando existir 'tu', o verbo pode ir para o 'vós', mais usado em Portugal, ou para o 'eles', mais usado no Brasil devido ao desuso do pronome 'vós' na fala espontânea, e por este pronome ser exclusivo ao contexto jurídico, bíblico e científico.

Depois do verbo - pode concordar com as duas pessoas ou com a mais próxima

Concordância do verbo ser:

Com pessoas - verbo concorda com a pessoa

Com coisas - concorda com o que se pretende destacar

Com o pronome pessoal reto - verbo concorda com o pronome reto, seja sujeito ou predicativo. Em caso de dois pronomes retos, o verbo concorda com o sujeito

Com horas - verbo concorda com o numeral

Com distâncias - verbo concorda com o numeral

Com datas - verbo concorda com a palavra 'dia', que pode estar expressa ou subentendida

Com quantidades: peso, medida, preço, tempo ou valor - verbo fica no singular, independentemente de haver um termo no plural

Tuesday, August 11, 2020

Resumo - Concordância - Prof. Fábio Alves (3)

 Concordância com o pronome relativo que: verbo concorda com o antecedente

Concordância com o pronome relativo quem: verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o antecedente, quando se pretende fazer uma concordância enfática

Nomes próprios no plural: sem artigo ou com artigo no singular - verbo no singular / com artigo - verbo no plural / obras literárias - verbo no singular concordando com a ideia implícita de 'obra' ou no plural

Relembrando: concordância lógica ou gramatical - feita com o núcleo do sujeito / concordância atrativa - feita com o núcleo mais próximo / concordância ideológica, irregular ou figurada - feita com a ideia transmitida pelo termo, ou seja, mentalmente

Silepse - termo grego que significa compreensão, consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se entende ou está implícito.

silepse de gênero - masculino e feminino / silepse de número - singular e plural / silepse de pessoa - 1ª e 3ª pessoa. É muito usada quando o autor quer se incluir na frase.

Sujeito composto - núcleos da 3ª pessoa gramatical

Núcleos ligados por e:

Sujeito composto antes do verbo - núcleos diferentes: verbo no plural / núcleos sinônimos: verbo no singular ou no plural

Um ou outro - verbo no singular ou no plural, exceto na indicação de reciprocidade, em que o plural é de rigor

Sujeito composto depois do verbo - verbo concorda com os dois núcleos ou com o mais próximo

Núcleos ligados por ou: com sentido de exclusão ou sinonímia - verbo no singular / com sentido de adição - verbo no plural / com sentido de retificação - verbo concorda com o núcleo mais próximo / um ou outro - verbo no singular

Núcleos ligados por com: sentido de adição - verbo no plural / adjunto adverbial de companhia - verbo no singular

Conjunções correlativas (tanto... quanto - comparativa e não só... mas também - aditiva): verbo vai para o plural

Núcleos resumidos por aposto (pronome indefinido ou demonstrativo, como tudo, nada, todos, nenhum, algum, alguém, ninguém, isto, isso, aquilo) - o verbo deixa de concordar com o sujeito para concordar com o aposto 

Sunday, August 9, 2020

Resumo - Concordância - Prof. Fábio Alves (2)

 Funções do SE - pronome apassivador, índice de indeterminação do sujeito, partícula expletiva ou de realce, pronome reflexivo ou recíproco, parte integrante do verbo, conjunção subordinativa integrante, conjunção subordinativa condicional, conjunção subordinativa causal, conjunção subordinativa concessiva, objeto direto, objeto indireto, sujeito de infinitivo

SE pronome apassivador - acompanha verbo transitivo direto ou verbo transitivo direto e indireto, formando a voz passiva sintética. Para isso, é possível a conversão para a voz passiva analítica.

Passiva sintética: Analisou-se o plano. / Analisaram-se os planos.

Passiva analítica: O plano foi analisado. / Os planos foram analisados.

SE índice de indeterminação do sujeito - vem ligado a verbo transitivo indireto, verbo intransitivo, verbo de ligação ou verbo transitivo direto, desde que o objeto direto venha preposicionado, indicando que o sujeito da oração é indeterminado. A voz é ativa, caso seja feita a tentativa, é impossível transpor a frase para a voz passiva analítica.

VTI: Confia-se em teses estranhas. / Precisa-se de operários.

VI: Trabalha-se durante o dia. / Vive-se com conforto.

VLig: Era-se mais feliz naquela casa. 

VTD + OD prep.: Respeitou-se às normas. / Ama-se aos pais.

Conclusão:

Quando o SE é pronome apassivador ou partícula apassivadora, a oração tem sujeito e o verbo concorda com ele. Caso seja índice de indeterminação do sujeito, a oração tem sujeito indeterminado e o verbo permanece no singular, independentemente de o restante da frase estar no singular ou no plural.

SE = PA: sujeito paciente, voz passiva sintética, verbo concorda com ele

SE = IIS: sujeito indeterminado, voz ativa, verbo na 3ª pessoa do singular

Atenção: Em 'Cortou-se com a tesoura', o verbo é transitivo direto, mas a voz é reflexiva e o SE é pronome reflexivo.

Concordância com as expressões:

Expressões partitivas determinadas - expressão no singular + nome no plural: verbo no singular ou no plural

Expressão no singular e indeterminada: verbo no singular

Expressão no singular + nome no singular: verbo no singular, obrigatoriamente

Substantivos coletivos especificados - nome no plural: verbo no singular ou no plural

Substantivos coletivos não especificados: verbo no singular

Pronome interrogativo, indefinido ou demonstrativo singular + pronome no plural (de nós ou de vós): verbo no singular

Pronome no plural + pronome no plural: concorda com o 1º pronome na 3ª pessoa do plural ou com o 2º pronome (pron. pessoal)

Expressões numéricas aproximativas - mais de / menos de / cerca de / perto de + numeral: verbo concorda com o numeral

Mais de um - quando indicar reciprocidade ou quando a expressão vier repetida: verbo no plural

Cada um + nome no plural: verbo no singular

Expressões indicativas de porcentagem:

Porcentagem não seguida de outra palavra - verbo concorda com o numeral

Expressão seguida de locução - verbo concorda com o numeral da porcentagem ou com a locução

Percentual determinado por artigo ou pronome - verbo concorda com o determinante

Um dos que / uma das que - verbo no singular ou no plural

Resumo - Concordância - Prof. Fábio Alves (1)

 Concordância com algumas palavras e expressões:

Bastante - advérbio de intensidade (= muito, suficientemente): invariável / pronome indefinido (= muito), adjetivo (= suficiente) ou substantivo (= o suficiente): variável

Menos - advérbio ou pronome indefinido: invariável

Alerta - advérbio ou interjeição: invariável

Pseudo - prefixo: invariável

Exceto, tirante, salvo, mediante e não obstante - preposições: invariáveis

Meio - advérbio de intensidade (= mais ou menos): invariável / numeral fracionário (= metade) ou substantivo (com várias acepções): variável

Mesmo - advérbio de afirmação (= realmente) ou conjunção subordinativa concessiva (= embora, ainda que, conquanto, apesar de): invariável / pronome demonstrativo de reforço (= próprio): variável

Caro / barato - como adjetivos, concordam com o substantivo. como advérbios, são invariáveis, permanecem em sua forma neutra

Só - advérbio (= apenas, somente): invariável / adjetivo (= sozinho, solitário, desacompanhado): variável / locução adverbial (a sós - consigo próprio, sem mais companhia): invariável

Anexo - adjetivo / em anexo - locução adverbial

Incluso - adjetivo

Obrigado - adjetivo: concorda com o emissor / interjeição de agradecimento: invariável, como 'valeu', 'ótimo', 'boa' ou 'apoiado'

Quite - concorda em número com o substantivo / em dia - invariável

Leso - concorda com o segundo substantivo

De forma que / de modo que / de sorte que / de maneira que: locuções conjuntivas - invariáveis

Tal qual / tais quais: com verbos de ligação - 'tal' é pronome demonstrativo e concorda com o elemento antecedente e 'qual', pronome relativo, concorda com o consequente / com verbos de ação - 'tal qual' é uma conjunção comparativa, portanto, invariável

Adjetivos adverbializados - invariáveis

É bom / é preciso / é necessário / é proibido / é permitido / é vedado - sem elemento determinante (artigo, pronome ou numeral), ficam invariáveis. caso contrário, variam em gênero e número conforme o determinante

Em resumo:

determinado - substantivo

determinantes - artigo, numeral, pronome, adjetivo e locução adjetiva

Relembrando:

Regra geral de concordância nominal - o artigo, o pronome, o numeral, o adjetivo e o particípio concordam com o substantivo em gênero e número

Regra geral de concordância verbal - o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa

Na regência, o verbo ou o nome 'mandam', enquanto na concordância, o verbo ou o nome 'obedecem'

Ordem direta - sujeito simples ou composto antes do verbo (anteposto ao verbo)

Ordem inversa - sujeito simples ou composto depois do verbo (posposto ao verbo)

Fatores que influenciam nas regras: inversão do sujeito, diferentes pessoas gramaticais, sujeito indeterminado ou inexistente, 'se' pronome apassivador e índice de indeterminação do sujeito

Tipos de sujeito: simples, composto, implícito, indeterminado, inexistente e oracional

Regras gerais e específicas:

concordância nominal - posição do adjetivo em relação ao substantivo, quantidade de adjetivos e substantivos

concordância verbal - posição do verbo em relação ao sujeito, quantidade de núcleos do sujeito

Resumo - Concordância - Prof. Fábio Alves

 O que é concordância:

1 - ato de concordar

2 - acordo, conformidade, harmonia

3 - (gramática) acomodação flexional de uma palavra com outra ou outras com a qual esteja relacionada

Flexão: gênero - masculino e feminino / número - singular e plural / pessoa - 1ª, 2ª e 3ª

O artigo, o numeral, o pronome, o adjetivo e o particípio são determinantes do substantivo, ou seja, modificam ou especificam-no, concordando com ele em gênero e número

O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito da oração

Os advérbios, as conjunções, as preposições, as interjeições e as palavras denotativas são invariáveis, logo, não concordam com o substantivo

Conclusão: as flexões são obrigatórias para se estabelecer a concordância, já o uso de afixos (prefixos e sufixos) não se deve a uma obrigatoriedade, mas sim a uma opção. 'ex-ministro' e 'reuniãozinha' são novas palavras criadas a partir de 'ministro' e 'reunião'. 'ministra', 'ministros', 'ministras' e 'reuniões' são novas formas de uma mesma palavra, respectivamente, 'ministro' e 'reunião'.

Regra geral: toda palavra variável que se refere ao substantivo concorda com ele em gênero e número. A concordância de grau é opcional, pois o elemento que o forma não é desinência, mas sim sufixo. Quanto aos verbos, a flexão de tempo, modo, voz e aspecto é um mecanismo semântico, sintático ou estilístico, e não morfológico, indicado por outros processos, não por desinências, não se aplica, portanto, à concordância.

Um único adjetivo referindo-se a um único substantivo - seja antes ou depois do substantivo, com ele concordará

Um único adjetivo referindo-se a mais de um substantivo - seja antes ou depois do substantivo, seja de mesmo gênero ou de gêneros diferentes, com ele concordará

Um único adjetivo referindo-se a mais de um substantivo na função de adjunto adnominal:

Antes do substantivo - concorda com o mais próximo

Depois do substantivo - pode concordar com o mais próximo ou com todos eles no gênero predominante (masculino + masculino, masculino + feminino ou feminino + masculino = masculino plural / feminino + feminino = feminino plural)

Há casos em que o adjetivo deve concordar obrigatoriamente com o mais próximo por causa do sentido. Exemplo: Ficou em casa devido ao frio e à chuva torrencial. / Ganhou de presente um relógio e frango saboroso.

Em 'O carpinteiro construiu ótimas mesas e quadros', deve-se entender que quadros também são ótimos. Em 'Na praia tinha banho e comida quentinha', deve-se entender que o banho também é quentinho.

Na função de predicativo do sujeito ou do objeto:

Adjetivo antes dos substantivos - pode concordar com o mais próximo (concordância atrativa) ou com o conjunto (concordância gramatical)

Adjetivo depois dos substantivos - concorda com o conjunto no gênero predominante (concordância lógica)

Dois ou mais adjetivos referindo-se a um único substantivo:

os setores público e privado / o setor público e o privado

as administrações direta e indireta / a administração direta e a indireta

as imprensas escrita, falada, televisionada e eletrônica / a imprensa escrita, a falada, a televisionada e a eletrônica

as leis federal, estadual e municipal / a lei federal, a estadual e a municipal

Saturday, July 11, 2020

Resumo - Colocação Pronominal - Prof. Fábio Alves (2)

Colocação pronominal nas locuções verbais e nos tempos compostos:

Locução verbal - qualquer verbo auxiliar + verbo principal no infinitivo, gerúndio e particípio
Tempo composto - ter ou haver + particípio

Dois ou mais verbos que equivalem a um só

Verbo auxiliar + infinitivo

Sem fator de próclise:

Quero-lhe fazer uma surpresa.
Quero lhe fazer uma surpresa.
Quero fazer-lhe uma surpresa.
Eu lhe quero fazer uma surpresa.

Com fator de próclise:

Hoje lhe quero fazer uma surpresa.
Hoje quero lhe fazer uma surpresa.
Hoje quero fazer-lhe uma surpresa.

Verbo auxiliar + gerúndio

Sem fator de próclise:

Eles se foram afastando.
Eles foram se afastando.
Eles foram-se afastando.
Eles foram afastando-se.

Com fator de próclise:

Eles já se foram afastando.
Eles já foram se afastando.
Eles já foram afastando-se.

Verbo auxiliar + particípio

Sem fator de próclise:

O povo se havia retirado quando chegamos.
O povo havia se retirado quando chegamos.
O povo havia-se retirado quando chegamos.

Com fator de próclise:

O povo não se havia retirado quando chegamos.
O povo não havia se retirado quando chegamos.

Verbo auxiliar no futuro do presente ou do pretérito - a ênclise é substituída pela mesóclise:

Sem palavra atrativa

Teria-lhe dito a verdade. (errado)
Ter-lhe-ia dito a verdade. (correto)

A escola deverá-se preparar para a festa. (errado)
A escola dever-se-á preparar para a festa. (correto)

Com palavra atrativa

Ninguém ter-lhe-ia dito a verdade. (errado)
Ninguém lhe teria dito a verdade. (correto)

A escola não dever-se-á preparar para a festa. (errado)
A escola não se deverá preparar para a festa. (correto)

Saturday, July 4, 2020

Resumo - Colocação Pronominal - Prof. Fábio Alves (1)

Uso da ênclise:

Verbo inicia qualquer uma das orações do período - Ex.: Cansei-me de esperar.

Em orações imperativas (verbo no imperativo afirmativo) - Ex.: Amem-se uns aos outros.

Com verbos no gerúndio sem a preposição em - Ex.: Não prestou atenção, fazendo-se de boba. / Mas: Em se plantando tudo dá.

Atenção: Saiu de casa, não nos revelando as razões. (próclise)

Com verbos no infinitivo impessoal - Ex.: Viver é adaptar-se.

Observação: A ênclise é de rigor por questão de eufonia com a preposição a e o pronome o (e flexões): Voltou a visitá-los.

Uso da mesóclise:

Usa-se a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito

Ex.: A prova realizar-se-á neste sábado. / Falar-vos-iam a verdade.

Farei-lhe uma sugestão. (errado, não existe) / Far-lhe-ei uma sugestão. (correto)
Daria-te um beijo se me recitasses um poema. (idem) / Dar-te-ia um beijo se me recitasses um poema. (correto)

Se houver palavra atrativa, a próclise será obrigatória.
Ex.: Convidar-me-ão para a solenidade de posse da nova diretoria. / Não me convidarão para a solenidade de posse da nova diretoria.
       Convidar-te-ia para viajar comigo, se pudesse. / Sempre te convidaria para viajar comigo, se pudesse.

      Mostrar-lhe-ei meus textos. / Não lhe mostrarei meus textos.
      Enviar-lhe-íamos os arquivos. / Já lhe enviaríamos os arquivos.

Se a frase não começar com verbo e não houver fator de próclise, pode-se usar próclise ou mesóclise.

O professor lhe ensinará mesóclise. / O professor ensinar-lhe-á mesóclise.
A garota o chamaria para a festa, se tivesse tempo. / A garota chamá-lo-ia para a festa, se tivesse tempo.

Jamais se usará ênclise com verbos no futuro do presente ou do pretérito.

Ensinarei-te mesóclise. (errado, não existe) / Ensinar-te-ei mesóclise. (correto)
Chamaria-a para a festa, se pudesse. (idem) / Chamá-la-ia para a festa, se pudesse. (idem)

Resumo - Colocação Pronominal - Prof. Fábio Alves

Pronomes pessoais:

Pessoa do discurso / Reto / Oblíquo átono / Oblíquo tônico
1ª pessoa do singular / Eu / Me / Mim, comigo
2ª pessoa do singular / Tu / Te / Ti, contigo
3ª pessoa do singular / Ele (ela) / Se, o, a, lhe / Si, consigo, ele (ela)
1ª pessoa do plural / Nós / Nos / Nós, conosco
2ª pessoa do plural / Vós / Vos / Vós, convosco
3ª pessoa do plural / Eles (elas) / Se, os, as, lhes / Si, consigo, eles (elas)

me, te, se, nos, vos / lhe, lhes / o, a, os, as - lo, la, los, las - no, na, nos, nas

Retos - sujeito, predicativo do sujeito, aposto ou vocativo, esse último com tu e vós
Oblíquos - objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial ou sujeito de infinitivo: com verbo causativo ou sensitivo

Átonos - usados diretamente no verbo
Tônicos - usados com preposição

Pronomes pessoais oblíquos átonos - não possuem acento próprio. São clíticos.

Quem nos ajudaria nesta questão? - próclise: pronome antes do verbo
Entregar-te-ei os convites amanhã. - mesóclise: pronome no meio do verbo
Ofereceu-lhe um emprego. - ênclise: pronome depois do verbo

Casos proibidos de colocação do pronome:

1 - Não se começa oração, período, texto ou redação com pronome oblíquo átono, exceto sob licença poética ou quando se pretende reproduzir a fala coloquial. Somente os pronomes pessoais retos podem iniciar uma frase ou quando o se não é pronome, mas conjunção.
2 - Não se coloca pronome oblíquo átono depois de vírgula ou qualquer pausa
3 - Não se coloca pronome oblíquo átono depois de verbos no futuro do presente, futuro do pretérito do indicativo ou futuro do subjuntivo. Nesses casos, o pronome deve estar antes do verbo ou no meio dele.
4 - Não se coloca pronome oblíquo átono após verbo no particípio. Nesses casos, o pronome deve estar após o verbo auxiliar.
5 - Após o infinitivo, a ênclise está sempre correta.

Não se inicia uma frase com a próclise, deve-se iniciar com a ênclise

Próclise obrigatória:

Fatores de próclise

Palavras ou expressões negativas - não, nada, nunca, ninguém, jamais, nem, de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma, etc.
Ex.: Ninguém me falou a respeito do casamento.

Advérbios (não seguidos de pausa) - aqui, já, lá, muito, talvez, sempre, realmente, etc.
Ex.: Ele sempre nos repete os mesmos conselhos.

Se houver vírgula depois do advérbio, ocorrerá a ênclise.
Ex.: Ontem, disseram-me que o livro foi publicado.

Pronomes relativos - que, quem, qual, cujo, onde, como, quando, quanto
Ex.: Este é o lugar onde me sinto bem.

Pronomes indefinidos substantivos - alguém, tudo, outros, muitos, alguns, etc.
Ex.: Todos se alegraram com a festa.

Pronomes demonstrativos substantivos - este, esse, aquele, isto, isso, aquilo, etc.
Ex.: Isso me fez mudar de opinião.

Conjunções subordinativas integrantes ou adverbiais - que, quando, se, porque, conforme, embora, etc.
Ex.: Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.

Orações exclamativas iniciadas por palavra exclamativa - Ex.: Como te iludes!

Orações optativas - Ex.: Deus nos ajude!

Orações interrogativas - Ex.: Qual lhe interessa?

Em + se + gerúndio - Ex.: Em se tratando de belezas naturais, o Brasil é um dos países mais belos do mundo.

Numeral ambos - Ex.: Ambos nos estendem a mão nas horas difíceis.

Conjunções coordenativas aditivas ou alternativas - Ex.: Ou se inscreve no concurso, ou desiste.

Formas verbais proparoxítonas - Ex.: Nós lhe obedecíamos.

Próclise facultativa: pronomes pessoais retos, possessivos e de tratamento, substantivos, numerais, conjunções coordenativas, pronomes indefinidos e demonstrativos adjetivos e verbo no infinitivo impessoal, mesmo precedido de preposição ou palavra negativa

Infinitivo pessoal precedido de preposição - próclise obrigatória. Ex.: Serão castigados por me faltarem ao respeito.

Todas as conjugações verbais permitem próclise e, com exceção do particípio, do futuro do presente, do futuro do pretérito do indicativo e do futuro do subjuntivo, permitem também ênclise. Somente os tempos futuro do presente e futuro do pretérito permitem mesóclise.

Tuesday, June 30, 2020

Resumo - Crase - Prof. Fábio Alves (2)

Casos em que não ocorre crase:

Antes de palavra masculina - 'andar a pé' ou 'andar a cavalo'

Atenção: Vestia-se à Luís XV. (à moda de) / Vamos à Tancredo Neves. (à rua)

Antes de verbos no infinitivo - 'começar a estudar' ou 'voltar a rezar'

A no singular e palavra seguinte no plural:

Obedeço a leis que se configuram como justas. (sentido genérico)
Obedeço às leis que se configuram como justas. (sentido específico)

Somos favoráveis a decisões mais ponderadas. (sentido genérico)
Somos favoráveis às decisões mais ponderadas. (sentido específico)

Antes da palavra terra, no sentido de chão firme - O mar está revolto, vamos a terra.

Determinada - Voltamos à terra dos meus avós.

Planeta Terra - Os astronautas chegaram à Terra.

Antes da palavra casa:

Indeterminada - Fui a casa pegar os documentos.

Determinada - Fiz uma visita à casa de meus tios.

Antes de pronomes pessoais, relativos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e de tratamento

Entregue o relatório a ela. (Pessoal)
Informei o novo horário a esse cliente. (Demonstrativo)
Ele é meu amigo, a quem sempre obedeço. (Relativo)
Jamais devi dinheiro a ninguém. (Indefinido)
A quem você será fiel? (Interrogativo)
Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria. (Tratamento)

Exceções:

aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, aqueloutro, aqueloutra, aqueloutros, aqueloutras - demonstrativos
mesma, própria, outra, tal, demais - indefinidos e demonstrativos
a qual, as quais - relativos
senhora, senhorita, dona, madame, dama, doutora, professora - tratamento

Palavras repetidas - A conta foi aumentando gota a gota.

Exceções: É preciso declarar guerra à guerra / É preciso dar mais vida à vida

Antes da expressão Nossa Senhora e de nomes de santas - Fiz uma promessa a Santa Teresinha.

Crase facultativa:

Nomes próprios femininos - Ensinamos português a/à Beatriz.

Tirando a prova real: Ensinamos português a/ao José.

João visitou a Beatriz. (proibido - sem crase, verbo transitivo direto)

Nome próprio qualificado - obrigatória: Enviei a mensagem à simpática Beatriz.

Pessoas com quem não se tem intimidade: Ele fez homenagem a Fátima Bernardes.

Mas: Ele fez homenagem à renomada Fátima Bernardes.

Pronome possessivo adjetivo feminino no singular (minha, tua, sua, nossa e vossa) - O documento pertence a/à sua tia.

Tirando a prova real: O documento pertence a/ao seu tio.

Comprei a sua bolsa. (proibido - sem crase, verbo transitivo direto)

Pronome possessivo no plural - obrigatória ou proibida: Obedeço a/às nossas coordenadoras.

Pronome possessivo substantivo, embora seja feminino - obrigatória: Referi-me à sua opinião, mas não à minha. (no primeiro: facultativa - pronome adjetivo - acompanha o substantivo / no segundo: obrigatória - pronome substantivo - substitui o substantivo)

Depois da preposição até - a preposição 'até' é a única que admite outra preposição, a preposição é facultativa, existe a locução prepositiva até a

Fui até a/à igreja.

Até - palavra denotativa de inclusão, a crase vai depender do verbo, ou existe ou não existe:

Construiu a escada, a piscina e até a sacada. (construir - verbo transitivo direto: proibida)
Isso interessa à mãe, à tia e até à avó. (interessar - verbo transitivo indireto: obrigatória)

Sunday, June 28, 2020

Resumo - Crase - Prof. Fábio Alves (1)

A crase e as locuções:

Locuções adverbiais femininas

Tempo - às vezes, à tarde, à noite
Lugar - à direita, à esquerda
Modo - à vontade, às pressas
Intensidade - à beça

Interpretação de texto:

Os trabalhadores passavam a tarde no serviço. (ficavam a tarde inteira = a - artigo e tarde - substantivo)
Os trabalhadores passavam à tarde no serviço. (ao entardecer = naquele momento)

Virei a noite. (a - artigo e noite - substantivo / virei = verbo virar - passar acordado da noite para o dia)
Virei à noite. (naquele momento / virei = verbo vir)

As sextas-feiras são tumultuadas aqui. (a - artigo e sexta-feira - substantivo)
Às sextas-feiras, eu saio mais cedo. (só nas sextas)

Locuções prepositivas femininas - à procura de, à espera de, à beira de, à custa de

Locuções conjuntivas femininas - à medida que, à proporção que

Adjuntos adverbiais de instrumento - crase facultativa, mas obrigatória em alguns casos, para evitar ambiguidades

Questão semântica:

Comprou a vista. (o olho?) / Comprou a TV à vista. (totalmente no ato da compra, não parcelado)
Pagou a prestação. (daquele dia) / Pagou a impressora à prestação. (pagar mensalmente)

Expressão 'à moda de' implícita - sempre haverá crase, como nos restaurantes: arroz à grega, bife à milanesa, bife à parmegiana, bife à portuguesa

Atenção: bife a cavalo, frango a passarinho (não há crase)

Locução 'a distância':

indeterminada, formando locução adverbial - crase facultativa, mas em alguns casos, recomendada para evitar ambiguidades
determinada, formando locução prepositiva - crase obrigatória

Crase antes de lugares - depende do lugar que admite artigo, ou somente a preposição:

Relembrando as aulas de emprego do artigo:

Os nomes da maioria das cidades não admitem artigo, a menos que venham determinados com um adjunto adnominal: São Paulo, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Paris, Roma, Lisboa etc.

Os seguintes estados brasileiros são usados sem artigo: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Os demais estados brasileiros exigem o artigo: o Amazonas, o Pará, o Ceará, a Paraíba, a Bahia etc.

Artigo facultativo: Alagoas e Minas Gerais

A maioria dos nomes de países exigem o artigo: o Brasil, a Espanha, os Estados Unidos, a Colômbia etc.

Mas alguns rejeitam o artigo, exceto se vierem especificados por um adjetivo ou uma locução adjetiva: Israel, Portugal, Cuba, Angola, Moçambique etc.

Conclusão: cidades - sem crase / países e estados - com ou sem crase

Macete usado no ensino fundamental e médio:

vou à, volto da e estou na = crase há
vou a, volto de e estou em = crase pra quê
se estiver especificado = crase vai ter

Regra: não se usa crase antes de numeral, porém, a crase antes de numerais ocorre em casos bastante isolados

Atenção: Vamos à Vinte de Setembro. (subentende-se a palavra 'rua'. Tirando a prova real, substitui-se 'rua' por 'bairro')

Estrutura: verbo/regência > a = à / a < numeral/substantivo

Chegaram-se às três propostas mais votadas. (100%)
Estudaram-se as três propostas mais sensatas. (50% = a < numeral/substantivo)

Indicando horas, torna-se locução adverbial feminina, seja a hora por extenso ou numerada.

Para verificar se há ou não crase, substitui-se a hora pelo substantivo meio-dia.

A reunião inicia-se às 18h. (ao meio-dia)

O cantor virá à uma hora. (numeral = hora exata, com crase)

Os fiéis estarão lá a uma hora qualquer. (artigo indefinido = hora indeterminada, não há crase, é uma expressão inteira)

Não há crase antes de horas diante das preposições para, desde, após e entre, mas, com a preposição até, a crase será facultativa

Faltará luz entre as 15h e as 19h.

Paralelismo:

Esperamos o diretor das 10h às 13h. (tempo total de espera)
Esperamos o diretor de 10h a 13h. (esperaram por 2 horas)

Simetria - masculino / feminino; homem / mulher
Assimetria - masculino / homem; mulher / feminino

São corretas construções como 'de segunda a sexta', 'de segunda a sábado', 'de segunda a domingo', 'de terça a sábado', 'de terça a sexta', 'de terça a domingo', 'de quarta a sábado', 'de quarta a domingo'

Horário de funcionamento: 9h às 22h. (a contração 'das' está implícita)

Leia o texto da página 20 à 26. (a palavra 'página' está subentendida, tirando a prova real: Leia o texto do capítulo 20 ao 26, a palavra 'capítulo' está subentendida)

Da sala 13 à 17. (tirando a prova real: do quarto 13 ao 17)

Antes de datas não há crase: O encontro realizar-se-á de 12 a 18 de junho. / De 20 a 27 de julho, realizar-se-á a exposição. / O congresso ocorrerá entre 2 e 9 de agosto.

Atenção: Da semana 5 à 8, ocorrerá o seminário. (a palavra 'semana' está implícita)

Numerais ordinais femininos - 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª...

Entregou os livros à primeira professora. (tirando a prova real: Entregou os livros ao primeiro professor)

Friday, June 26, 2020

Resumo - Crase - Prof. Fábio Alves

Crase - vem do grego krasis, que significa junção, fusão de sons iguais. No caso, é a fusão da preposição a com o artigo definido a, a vogal a que inicia os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo, aqueloutro(s), aqueloutra(s), o pronome demonstrativo a ou as ou o a inicial do pronome relativo a qual (as quais)

A - artigo definido, preposição, pronome pessoal oblíquo ou pronome demonstrativo

Combinação - a preposição não sofre alterações ao se associar a outras palavras
Contração - a preposição sofre alteração fonética ao se juntar a outras classes gramaticais, como artigos, pronomes e advérbios

Condição de ocorrência da crase: termo (verbo, substantivo, adjetivo ou advérbio) que exige preposição e termo que admite artigo

Preposição - regência verbal ou nominal

Advérbio, preposição e conjunção - locução adverbial, prepositiva e conjuntiva

A preposição + A inicial do pronome demonstrativo AQUELE, antes do pronome relativo QUE e da preposição DE

Termo que exige preposição (verbo ou nome) + termo que admite o pronome demonstrativo

Contração da preposição com o A do pronome relativo A QUAL

Termo que exige preposição + termo que admite o pronome relativo

Termo subordinante e termo subordinado

Artifício para reconhecer o fenômeno - substituir a palavra feminina por uma masculina

à qual = ao qual - com crase / a qual - o qual = sem crase
à = ao - com crase / a - o = sem crase
àquele = a este - com crase / aquele - este = sem crase

Resumo - Regência - Prof. Fábio Alves (3)

Regência com pronomes relativos:

Pronome relativo - refere-se a um termo anterior (antecedente), substituindo esse termo na próxima oração. Inicia oração subordinada adjetiva (restritiva ou explicativa), funcionando como elemento de coesão e evita a repetição.

Pronomes relativos:

Variáveis - o qual, cujo, quanto
Invariáveis - que, quem, onde, como, quando

1º passo - identificar o pronome relativo
2º passo - identificar a transitividade do verbo ou do nome

Relembrar: pronome relativo, transitividade verbal, regência, preposição, oração subordinada adjetiva

A preposição deve aparecer antes do pronome relativo

Funções sintáticas do pronome relativo:

que - sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito, predicativo do objeto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial
quem - objeto direto preposicionado, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial
onde - adjunto adverbial de lugar (real ou virtual)
como - adjunto adverbial de modo
quando - adjunto adverbial de tempo (real ou virtual)
o qual - idem ao que
cujo - adjunto adnominal e complemento nominal
quanto - sujeito e objeto direto

Thursday, June 25, 2020

Resumo - Regência - Prof. Fábio Alves (2)

Regência dos verbos pronominais:

Morfologia - Aula 12 (verbos)

arrepender-se, queixar-se, zangar-se, enganar-se, debater-se, pentear-se

Informar-se - colocar-se a par de um assunto: VTI (de)

Esquecer / lembrar / recordar / admirar: sem pronome - VTD / com pronome - VTI (de)

Importar-se - ter interesse: VTI (com/em/de)

Simpatizar/antipatizar - VTI (com): Não são pronominais, exceto em situação de reflexividade ou reciprocidade

Sobressair - VTI (em) e não pronominal, apesar de um dicionário registrá-lo como pronominal

Confraternizar - VI ou VTI (com) e não pronominal

Proliferar - VI e não pronominal

Silenciar - VI e não pronominal

Regência com os pronomes oblíquos átonos:

1ª pessoa do singular - me
2ª pessoa do singular - te
3ª pessoa do singular - se, o, a, lhe
1ª pessoa do singular - nos
2ª pessoa do singular - vos
3ª pessoa do singular - se, os, as, lhes

o, a, os, as - são sempre objeto direto
lhe, lhes - são sempre objeto indireto
me, te, se, nos, vos - podem ser objeto direto ou indireto

Os concursos, vestibulares e o Enem sempre perguntam a função sintática e a classificação morfológica (classe gramatical)

Lhe e lhes só substituem objetos indiretos representados pelas preposições a ou para, não pelas preposições de, com, em e por.

Verbos cujo objeto indireto não é pessoa (física ou jurídica), mas sim coisa, aos quais não se devem usar as formas pronominais átonas lhe e lhes como complemento, mas sim as formas tônicas a ele(s), a ela(s): assistir = ver / aspirar e visar = almejar / obedecer = coisa / aludir = fazer alusão / referir-se / proceder = realizar / anuir = dar consentimento, aprovação

Verbos que admitem o pronome LHE: assistir = pertencer / obedecer = com complemento de pessoa, instituição ou ser personificado

O pronome se funciona como objeto direto ou indireto, mas é usado na voz reflexiva ou na voz recíproca

Regência nominal - capacidade que o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) tem de se unir ao seu complemento sempre ligado por uma preposição

Regência verbal - capacidade que o verbo tem de se unir ao seu complemento ou adjunto com ou sem preposição

Complemento nominal + substantivo, adjetivo ou advérbio - sempre haverá preposição
Objeto direto ou indireto ou adjunto adverbial + verbo significativo - pode haver preposição ou não

Advérbios derivados de adjetivos: relativo / relativamente; diferente / diferentemente

Regência de alguns nomes:

acostumado a, com
adido a
adjunto a
amizade a, por, com
amor a, por
amoroso com, para, para com
antipatia a, por
apaixonado de, por
apto a, para
assíduo em
atenção a, para, com, para com
aversão a, por
chute a
consideração a, com para com, por, acerca de, a respeito de, sobre
constante de ou em
consulta a ('consulta em' é regência errônea, embora consagrada)
correspondente a ou de
curioso a ou de ('curioso por' é regência errônea, embora consagrada)
deputado por (o mesmo se aplica a vereador e senador; 'deputado de' é regência errônea, embora consagrada)
desacostumado a ou com
equivalente a ou de
falta a, com ou para com
grudado a
horror a, de ou por
ida a ou para
impróprio para
inclinação a, para ou por
invasão de ou em ('invasão a' é regência errônea, embora consagrada)
liderança sobre ('liderança em' é regência errônea, embora consagrada)
morador de ou em ('morador a' é regência errônea embora consagrada)
ódio a ou contra ('ódio de' é regência errônea, embora consagrada)
ojeriza a ou por
palpite sobre ('palpite para' é regência errônea, embora consagrada)
paralelo a ou com
parecido a ou com
passagem por ('passagem sobre' é regência errônea, embora consagrada)
preferência a ou por
preferível a ('preferível do que' é regência errônea, embora consagrada)
presente a ou em
pressão sobre
próximo a ou de
relacionado com ('relacionado a' é regência errônea, embora consagrada)
relativo a
residente em ('residente a' é regência errônea, embora consagrada)
sito em ('sito a' é regência errônea, embora consagrada)
situado em ('situado a' é regência errônea, embora consagrada)
vinda a ou para

Resumo - Regência - Prof. Fábio Alves (1)

VT: VTD, VTI e VTDI - objetos
VI: adjunto adverbial

Maestro - termo subordinante: verbo nocional
Orquestra - termo subordinado: qualquer termo que exija, ou não, preposição

Regência de alguns verbos:

agradar - fazer carinho, acariciar = VTD / satisfazer, contentar = VTI (a), admite o pronome LHE

O antônimo desagradar é sempre transitivo indireto.

assistir - ver, presenciar = VTI (a), não admite o pronome LHE / ajudar, prestar assistência = VTD ou VTI (a) / pertencer, caber direito ou razão = VTI (a), admite o pronome LHE / morar, residir = VI (em)

ir/chegar = VI (a)

ir a = transitoriedade, algo passageiro / ir para = permanência, algo definitivo

obedecer/desobedecer = VTI (a) e admitem voz passiva, porque antigamente eram transitivos diretos

pagar/perdoar - objeto pessoa ou instituição = VTI (a) / objeto coisa = VTD / dois objetos = VTDI (a)

preferir = VTDI (a), e não admite a locução conjuntiva do que nem advérbios ou locuções adverbiais de intensidade como mais, antes, mil vezes, muito mais, um milhão de vezes. A ênfase já é dada pelo próprio prefixo contido no verbo (pre-) que denota preferência, superioridade, primazia.

Preferir mais é pleonasmo vicioso, 'preferir uma coisa do que outra' se justifica por associação com o verbo gostar em comparações.

visar - ter em vista = VTI (a), não admite o pronome LHE / apontar, mirar, pôr visto, rubricar = VTD

Quando o verbo visar é seguido de infinitivo, a preposição é omitida.

aspirar - respirar, sorver = VTD / pretender, almejar = VTI (a), não admite o pronome LHE

informar = VTDI (a, de ou sobre) - informar alguma coisa a alguém ou informar alguém de (ou sobre) alguma coisa

Seguem a mesma regência os seguintes verbos: avisar, advertir, notificar, certificar, cientificar, aconselhar, impedir, incumbir, proibir

proceder - executar, realizar = VTI (a), não admite o pronome LHE / derivar, originar-se = VTI (de) / indicar local de origem = VI (de) / ter fundamento, fazer sentido, comportar-se, agir = VI

querer - desejar = VTD / estimar, ter afeto = VTI (a), admite o pronome LHE

agradecer - objeto pessoa = VTI (a) / objeto coisa = VTD / dois objetos = VTDI (a)

chamar - convocar, reunir = VTD / invocar, clamar = VTI (por) / qualificar, nomear = VTD ou VTI (a), usado com predicativo do objeto

implicar - acarretar, ter como consequência = VTD / ter implicância = VTI (com) / envolver(-se) = VTDI (em)

O uso de implicar com a preposição em no sentido de pressupor se explica pela influência dos sinônimos resultar, redundar, reverter e importar, que são transitivos indiretos, regendo a preposição em.

precisar - marcar com precisão, calcular = VTD / necessitar, carecer = VTI (de) / ser necessitado = VI

A preposição é obrigatória quando o complemento é um substantivo ou pronome, e desnecessária quando o complemento é um verbo no infinitivo

namorar = VTD ou VTI (com)

O uso da preposição com se justifica por associação com os verbos casar e noivar

responder - para dar o conteúdo da resposta diretamente = VTD / quando se refere a quem ou ao que produziu a pergunta = VTI (a) / quando se fornecem duas respostas = VTDI (a)

Pesquisar a regência de outros verbos nas gramáticas e na internet: atender, conferir, constar, custar, consistir, suceder, torcer, concordar, apelar

Outros verbos: abraçar, apoiar-se, atingir, atirar, aumentar, bater, carregar, confraternizar, comungar, constituir, contentar, contribuir, deparar, desculpar, dignar-se, declinar, encontrar, ensinar, esperar, entrar, entender, estimar, felicitar, fugir, indagar, importar, interessar, meditar, morar, presidir, persuadir, propor, reparar, resignar, satisfazer, socorrer

Resumo - Regência - Prof. Fábio Alves

Reger - 1: administrar, dirigir, governar, reinar / 2: conduzir, guiar / 3: ensinar, lecionar / 4: subordinar

Maestro - termo regente: verbo significativo, seja ele transitivo ou intransitivo, e indica ação ou nome (substantivo, adjetivo e advérbio)
Orquestra - termo regido: complemento verbal (objeto direto e indireto), complemento nominal e adjunto adverbial

Tipo de ligação que o verbo ou nome estabelece com o complemento, determina quando se deve usar a preposição e qual será essa preposição

Verbos transitivos - diretos, indiretos e diretos e indiretos
Verbos intransitivos - adjuntos adverbiais: lugar, tempo, modo, intensidade, afirmação, negação, dúvida etc.

Regência - flexão de palavras

Verbos - amar, obedecer, acessar
Substantivos - amor, obediência, acesso
Adjetivos - amável, obediente, acessível
Advérbios - longe, perto, relativamente

Regência verbal ou nominal?

Verbos - considerar, admirar, contrariar
Nomes - consideração, admirável, contrário

Dependendo do sentido do verbo, tem uma regência

Assistir: ver = VTI (a) / ajudar = VTD ou VTI (a) / pertencer = VTI (a) / morar = VI (em)
Implicar: acarretar = VTD / ter implicância = VTI (com) / envolver-se = VTDI (em)
Precisar: necessitar = VTI (de) / marcar com precisão = VTD
Proceder: ter fundamento = VI / agir = VI / originar-se = VTI (de) / realizar = VTI (a)
Visar: mirar = VTD / dar visto = VTD / ter em vista = VTI (a)
Aspirar: sorver = VTD / almejar = VTI (a)
Chamar: convocar = VTD / invocar = VTI (por) / apelidar = VTD ou VTI (a)
Agradar: fazer carinho = VTD / satisfazer = VTI (a)
Custar: ser custoso = VTI (a) / exigir = VTDI (a) / ter o preço = VI
Querer: desejar = VTD / estimar = VTI (a)
Reparar: consertar, indenizar = VTD / observar = VTI (em)
Responder: falar, declarar = VTD / dar resposta a uma pergunta = VTI (a) / dar resposta a alguém = VTDI (a)

Nomes que regem preposições diferentes

curioso a - interessante / curioso de - prático, interessado
inclinação a ou para - tendência / inclinação por - atração, simpatia
amizade a ou por - estima / amizade com - ligação
atenção a ou para - concentração, cuidado / atenção com ou para com - consideração, cortesia
consideração a, com, para com ou por - respeito / consideração acerca de, sobre ou a respeito de - reflexão, raciocínio
falta a - ausência / falta com ou para com - culpa leve
apaixonado de - admirador, entusiasta, fã, aficionado (despreze a grafia 'aficcionado') / apaixonado por - enamorado

Dicionários especializados em regência: Dicionário Prático de Regência Verbal e Dicionário Prático de Regência Nominal, ambos de Celso Pedro Luft

Saber regência é saber a transitividade do verbo ou do nome, é saber qual preposição utilizar

Wednesday, June 24, 2020

Resumo - Pontuação - Prof. Fábio Alves (2)

Ponto de interrogação - é usado ao final de frases interrogativas diretas. Nas frases interrogativas indiretas, usa-se o ponto final. Quando combinado com o ponto de exclamação, indica surpresa e indignação. Quando combinado com reticências, indica dúvida e incerteza. Para enfatizar e intensificar o sentimento expresso, pode aparecer duplicado ou triplicado.

Ponto de exclamação - usado após interjeições, em frases exclamativas expressando sentimentos diversos, em frases imperativas e optativas e em vocativos. Indica incerteza e dúvida quando combinado com reticências, e surpresa e indignação quando combinado com o ponto de interrogação. Pode aparecer duplicado ou triplicado, para intensificar e enfatizar o sentimento expresso.

Reticências - indicam a suspensão ou interrupção de uma ideia, fato ou ação, transmitem hesitação, dúvida ou suspense, indicam omissão de pensamento, permitem que o leitor, com sua imaginação, prossiga imaginando o texto, indicam que algumas partes do texto foram suprimidas (texto editado) e realçam uma palavra ou expressão

Parênteses - introduzem explicações, comentários, considerações e reflexões, delimitam o período de vida de uma pessoa e seu ano de nascimento e morte, informam o nome do autor, o nome da obra e seu ano de publicação etc., indicam marcações cênicas em uma peça de teatro e possibilidades alternativas de leitura

Travessão - indica quando começa a fala de um personagem, quando há a troca de interlocutor e a mudança para o narrador através de verbos de elocução, realça uma informação sobre um elemento da frase e destaca o aposto

Aspas:

Duplas - usadas no início e fim de citações e transcrições de outros textos, em palavras e expressões estranhas à língua culta (erros gramaticais, expressões populares, gírias, estrangeirismos, neologismos e arcaísmos), em palavras e expressões que se pretendem destacar, conferindo-lhes ironia ou ênfase, em obras literárias ou artísticas, como livros, obras de arte, filmes, músicas, jornais, revistas etc. Nesse caso, pode ser substituída pelo negrito, itálico ou sublinhado

Simples - usadas no interior de um texto em que já se usou aspas duplas

Pontuação entre as orações:

Orações coordenadas assindéticas - são separadas por vírgula

Orações coordenadas sindéticas:

Adversativas, alternativas, explicativas e conclusivas - são separadas obrigatoriamente por vírgula

Aditivas - são separadas por vírgula, quando a conjunção 'e' liga orações com sujeitos diferentes, quando o conectivo vier repetido enfaticamente, o que configura uma figura de linguagem denominada polissíndeto ou quando a conjunção 'e' tiver outro valor semântico que não o de adição (adversidade, conclusão, consequência, finalidade). Quando a conjunção 'e' liga orações com o mesmo sujeito, a vírgula é proibida

Nas orações coordenadas, a vírgula pode ser substituída por ponto e vírgula. Quando intercaladas, usa-se vírgula, travessão ou parênteses.

Orações subordinadas substantivas:

Subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais e predicativas - não se usa vírgula na ordem direta, mas sim na ordem inversa

Apositivas - são separadas por vírgula, dois-pontos ou travessão

Orações subordinadas adjetivas:

Explicativas - são separadas por vírgula, travessão ou parênteses

Restritivas - em sua maioria, ligam-se diretamente ao termo antecedente. Podem terminar por vírgula quando são muito longas ou quando os verbos da oração principal estão lado a lado

Orações subordinadas adverbiais:

Causais, condicionais, finais, concessivas, temporais, conformativas e proporcionais - vírgula facultativa na ordem direta e obrigatória na ordem inversa e intercalação

Comparativas e consecutivas - vírgula proibida

Orações reduzidas - seguem a mesma regra das desenvolvidas

Resumo - Pontuação - Prof. Fábio Alves (1)

Emprego da vírgula:

termos de mesma função sintática ou classe gramatical
elipse ou zeugma do verbo
aposto explicativo e comparativo (o aposto especificativo não é separado por vírgula)
vocativo, inclusive o vocativo de ofícios e cartas comerciais
expressões explicativas, retificadoras, continuativas, conclusivas ou enfáticas
conjunções adversativas e conclusivas deslocadas
adjunto adverbial anteposto ou intercalado
predicativo do sujeito deslocado em predicados verbo-nominais
enumeração de termos coordenados, não ligados pelas conjunções e, ou e nem
nomes de lugares em indicações de datas
número da rua em endereços
integrantes de dispositivos de lei
objeto direto ou indireto pleonástico, elemento repetido ou anacoluto

Uso facultativo depois das conjunções adversativas e conclusivas quando iniciam frase.

Ponto final - usado no fim de frases declarativas e imperativas, para separar casas decimais, exceto os indicadores de ano e nas abreviaturas

Ponto e vírgula - indica uma pausa intermediária, maior que a vírgula e menor que o ponto final. É usado nos seguintes casos:

separação de diversos itens de uma enumeração, bastante comum em redações técnica e oficial
orações em que se omite o verbo da segunda (economia linguística)
orações extensas e relacionadas entre si e que já tenham vírgula em seu interior, ou orações coordenadas cuja conjunção está implícita
orações coordenadas adversativas e conclusivas com conectivo deslocado, e nessas mesmas conjunções, substituir a vírgula
pensamentos independentes e pensamentos opostos

Dois-pontos - antes da fala do personagem no discurso direto, antes de uma enumeração ou citação, esclarecimento, explicação, resumo, causa ou consequência, antes de um aposto enumerativo ou oraçao apositiva, antes de um exemplo, nota ou observação, após o vocativo inicial de documentos e comunicações oficiais

Resumo - Pontuação - Prof. Fábio Alves

Introdução ao estudo da pontuação - O valor da vírgula:

A vírgula pode ser uma pausa... Ou não.
Não, espere. / Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4 / 2,34

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado. / Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve. / Isso, só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido. / Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber. / Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência! / Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

Sinais de pausa - ponto final, vírgula e ponto e vírgula
Sinais de entonação - dois-pontos, ponto de interrogação, ponto de exclamação, reticências, aspas, parênteses, colchetes, chaves e travessão

Regras básicas de pontuação:

1 - Usa-se o ponto de interrogação ao final de perguntas
2 - Usa-se a vírgula para separar elementos de mesma função sintática e coordenados entre si (termos semelhantes, termos coordenados assindéticos, itens de uma enumeração)

Termos da oração - essenciais, integrantes e acessórios

Essenciais - sujeito e predicado
Integrantes - objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva
Acessórios - adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto
Independente - vocativo

Orações - coordenadas, subordinadas e reduzidas

1 - pontuação entre os termos da oração
2 - pontuação entre as orações

Ordem direta - termos: sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial (+ conjunção) / orações: oração principal + oração subordinada

Termos repetidos - sujeito, complemento e adjunto adverbial: usa-se a vírgula

Termos deslocados ou intercalados: vírgula obrigatória

Dicas para a pontuação dentro das orações: reconhecer o sujeito, reconhecer o verbo (transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto, intransitivo ou de ligação), o complemento verbal (objeto direto, objeto indireto ou predicativo) e o adjunto adverbial (tempo, modo, lugar, causa, finalidade etc.)

Casos em que não se deve usar vírgula em hipótese alguma:

Termos - entre o sujeito e o predicado, entre o verbo e o objeto (direto ou indireto), entre a locução verbal de voz passiva e o agente da passiva, entre o verbo de ligação e o predicativo, entre o nome e o aposto especificativo e entre o nome e o complemento nominal e o adjunto adnominal. A vírgula é facultativa entre o complemento de um verbo e logo após um adjunto adverbial

Orações - entre a oração adjetiva restritiva e a oração principal, entre a oração principal e a oração subordinada substantiva (exceto a apositiva, que admite vírgula ou dois-pontos) e antes da oração adverbial consecutiva

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves (4)

Oração subordinada adjetiva - refere-se a um substantivo ou pronome da oração principal, e é sempre introduzida por pronomes relativos: que, o qual (e variações), quem, onde, cujo (e variações), quanto (e variações), como e quando. Pode estar no fim da oração ou intercalada nela

Adjetivo explicativo - expressa qualidade essencial, inerente ao ser
Adjetivo restritivo - expressa qualidade acidental, que não é própria do ser

Oração subordinada adjetiva explicativa - vem separada por vírgula, travessão ou parênteses, generaliza, universaliza a significação do antecedente
Oração subordinada adjetiva restritiva - liga-se diretamente ao antecedente, restringe, delimita, particulariza sua significação

A oração subordinada adjetiva pode vir precedida de preposição, se o verbo ou nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) da oração principal exigir

Orações reduzidas - conceitos básicos:

Formas nominais do verbo - infinitivo: vender / gerúndio: vendendo / particípio: vendido

Conectivos

Orações subordinadas desenvolvidas

Características:

O verbo estará sempre no gerúndio, no infinitivo ou no particípio
Não é introduzida por conjunções subordinativas, locuções conjuntivas ou pronomes relativos
Podem ser introduzidas por preposições ou locuções prepositivas
Na maioria das vezes, é possível transformá-la em sua forma desenvolvida. Há casos em que é impossível essa transformação

Nem toda oração desenvolvida pode ser reduzida, bem como nem toda oração reduzida pode ser desenvolvida. Há orações que só aparecem sob a forma desenvolvida, ou só sob a forma reduzida.

Orações reduzidas de infinitivo - substantivas, adjetivas e adverbiais
Orações reduzidas de gerúndio - coordenadas aditivas, adjetivas e adverbiais
Orações reduzidas de particípio - adjetivas e adverbiais

Orações subordinadas substantivas:

Forma desenvolvida ou explícita - iniciada por conjunção integrante, pronome ou advérbio interrogativo, verbo flexionado
Forma reduzida ou implícita - sem conjunção, pronome ou advérbio, verbo expresso no infinitivo

Orações subordinadas adjetivas:

Forma desenvolvida - iniciada por pronome relativo, verbo flexionado
Forma reduzida - sem pronome relativo, verbo expresso no infinitivo, gerúndio ou particípio

Orações subordinadas adverbiais:

Forma desenvolvida - iniciada por conjunção subordinativa, verbo flexionado
Forma reduzida - sem conjunção, verbo expresso no infinitivo, gerúndio ou particípio (causais, concessivas, condicionais e temporais) ou somente na forma infinitiva (consecutivas e finais). As comparativas, conformativas e proporcionais são sempre desenvolvidas

Orações reduzidas de infinitivo

Substantivas - subjetivas, predicativas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, apositivas
Adjetivas - restritivas, explicativas
Adverbiais - causais, condicionais, consecutivas, concessivas, finais e temporais

Orações reduzidas de gerúndio:

Coordenadas aditivas
Adjetivas - restritivas, explicativas
Adverbiais - causais, concessivas, condicionais e temporais

Orações reduzidas de particípio:

Adjetivas - restritivas, explicativas
Adverbiais - causais, concessivas, condicionais e temporais

Algumas orações reduzidas, especialmente adverbiais, podem permitir mais de um desenvolvimento, ou seja, podem ser temporais ou causais, temporais ou condicionais. Também há orações reduzidas que não se desdobram, chamam-se reduzidas fixas.

Tuesday, June 23, 2020

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves (3)

Oração subordinada adverbial comparativa - estabelece uma comparação iniciada pelo verbo da oração principal. É frequente a omissão do verbo em orações adverbiais comparativas.

Principais conjunções e locuções conjuntivas comparativas: como, bem como, assim como, mais/menos... (do) que, tão/tanto... quanto/como

Oração subordinada adverbial condicional - expressa uma condição para o que foi dito na oração principal.

Principais conjunções e locuções conjuntivas condicionais: se, caso, desde que, contanto que, a menos que, a não ser que, salvo se, exceto se, sem que, uma vez que

'Uma vez que' pode ser causal ou condicional

Oração subordinada adverbial consecutiva - expressa a consequência ou o efeito do fato ocorrido na oração principal.

Principais conjunções e locuções conjuntivas consecutivas: tal... que, tão... que, tanto... que, tamanho... que, de maneira que, de forma que, de modo que, de sorte que

Oração subordinada adverbial conformativa - estabelece um acordo ou uma conformidade entre o pensamento expresso na oração principal

Principais conjunções conformativas: conforme, segundo, consoante, como

'Como' pode ser causal, comparativa ou conformativa

Oração subordinada adverbial concessiva - expressa a possibilidade de uma oposição. Mesmo que contraditória, garante que o fato se realizará

Concessiva - operador argumentativo fraco / Adversativa - operador argumentativo forte

Principais conjunções e locuções conjuntivas concessivas: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, se bem que, apesar de que, nem que, posto que, por mais/menos que, por muito/pouco que, por melhor/pior que

Oração subordinada adverbial final - expressa uma finalidade ou intenção anunciada pelo verbo da oração principal.

Principais conjunções e locuções conjuntivas finais: a fim de que, para que, que, porque (= para que)

Oração subordinada adverbial proporcional - expressa proporção ou fato simultâneo em relação à outra oração

Principais locuções conjuntivas proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais/menos... mais/menos

Oração subordinada adverbial temporal - expressa o momento, o tempo em que a outra oração se realiza, pode ser anterior, posterior ou simultâneo

Principais conjunções e locuções conjuntivas temporais: quando, enquanto, mal, apenas, logo que, até que, antes que, depois que, desde que, assim que, sempre que, toda vez que

Oração subordinada adverbial modal - expressa o modo relacionado à oração principal

Principal conectivo: sem que

Oração subordinada adverbial locativa - expressa ideia de lugar

Principal conectivo: onde

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves (2)

Advérbios:

lugar - abaixo, acima, adentro, adiante, afora, aí, além, algures (em algum lugar), alhures (em outro lugar), nenhures (em nenhum lugar), ali, aqui, aquém, atrás, cá, dentro, embaixo, externamente, lá, longe, perto
tempo - afinal, agora, amanhã, amiúde (da expressão a miúdo - repetidas vezes, frequentemente), antes, ontem, breve, cedo, constantemente, depois, enfim, entrementes (enquanto isso), hoje, imediatamente, jamais, nunca, sempre, outrora, primeiramente, tarde, provisoriamente, sucessivamente, já
modo - assim, bem, mal, acinte (de propósito, deliberadamente), adrede (de caso pensado, de propósito, para esse fim), debalde (inutilmente), depressa, devagar, melhor, pior, bondosamente, generosamente, cuidadosamente e muitos outros terminados em mente
afirmação - sim, certamente, decerto, realmente, efetivamente, deveras, seguramente, incontestavelmente
negação - não, tampouco (também não), nunca, negativamente, jamais, absolutamente, tampouco
dúvida - acaso, casualmente, porventura, possivelmente, provavelmente, talvez, quiçá, será, eventualmente
intensidade - assaz (bastante, suficientemente), bastante, demais, mais, menos, muito, meio, tão, tanto, quanto, quão, quase, pouco

Locuções adverbiais:

lugar - a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta, por aqui
tempo - às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia
modo - às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, em silêncio, ao léu, de mansinho, ao vivo, sem medo
afirmação - com certeza, na verdade, sem dúvida, de fato, com efeito
negação - de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma
dúvida - quem sabe, por certo
intensidade - em excesso, por completo, de todo, de pouco, de muito, em demasia, à beça, além da conta

Advérbio / locução adverbial - sintaxe do período simples: adjunto adverbial / sintaxe do período composto: oração subordinada adverbial

Orações subordinadas adverbiais - causal, consecutiva, concessiva, condicional, conformativa, comparativa, temporal, final, proporcional, modal, locativa

Estruturas que se constroem em torno de verbos ou locuções verbais e que expressam uma circunstância

Conjunções-base: causal - porque / consecutiva - que (precedido de tal, tão, tanto ou tamanho) / concessiva - embora / condicional - se / conformativa - conforme / comparativa - como / temporal - quando / final - para que / proporcional - à medida que / modal - sem que / locativa - onde

Da morfologia à sintaxe: advérbio / locução adverbial - morfologia / adjunto adverbial - análise sintática interna / oração subordinada adverbial - análise sintática externa

Conjunções/orações: caso - conjunção condicional: oração subordinada adverbial condicional / assim que: conjunção temporal - oração subordinada adverbial temporal

Oração subordinada adverbial causal - conceito: é a oração que, ao juntar-se à outra oração, faz com que uma atribua uma causa ou razão de um fato à outra.

Principais conjunções e locuções conjuntivas: porque, porquanto, pois, como, já que, visto que, uma vez que, na medida em que

Subordinada adverbial causal - indica a causa do fato mencionado na oração principal, pode ser transformada em uma reduzida de infinitivo, liga-se diretamente à oração principal, pode ser colocada no início do período, introduzida pela conjunção como, pode ser transformada em reduzida de infinitivo, introduzida pela preposição por, tem uma relação de dependência entre si.

Coordenada explicativa - explica ou justifica uma sugestão, ordem ou suposição (SOS) expressa na declaração anterior, há vírgula entre a oração explicativa e sua precedente, não admite a transformação para reduzida de infinitivo ou a inversão, são independentes uma da outra, frequentemente é empregada depois de orações imperativas ou optativas, ou depois de deduções.

Monday, June 22, 2020

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves (1)

Orações coordenadas - são sintaticamente independentes, mas semanticamente dependentes

Orações coordenadas assindéticas - não são ligadas por conjunção. Aparecem justapostas, separadas por vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos ou travessão

Orações coordenadas sindéticas - são ligadas por conjunções coordenativas

Aditivas: e, nem, mas ainda, mas também, como também, senão também (depois de não só), tampouco, além disso, ademais, outrossim, mais (na matemática ou em linguagem regional)

Explicativas: que, porque, porquanto, pois (antes do verbo)

Alternativas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, nem... nem, talvez... talvez

Conclusivas: logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (depois do verbo), destarte, dessarte

Adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante, senão (= mas sim)

Orações coordenadas aditivas - expressam noção de acréscimo, adição

Orações coordenadas explicativas - explicam o motivo da declaração feita na oração anterior. Essa explicação indica uma sugestão, ordem ou suposição

Orações coordenadas alternativas - expressa fatos que se alternam ou se excluem entre si

Orações coordenadas conclusivas - expressam ideia de conclusão, consequência lógica

Orações coordenadas adversativas - expressam ideia de oposição, contraste

Oração subordinada substantiva subjetiva - funciona como sujeito da oração principal, não haverá sujeito na oração principal. Neste caso, o verbo ficará sempre na 3ª pessoa do singular.

As orações subordinadas substantivas, em geral, são introduzidas pelas conjunções integrantes: que (certeza) e se (dúvida). Essas conjunções, além de ligar as orações, têm uma certa diferença semântica.

Principais casos de oração principal: verbo de ligação + predicativo, verbo na voz passiva sintética ou analítica e verbo unipessoal

Oração subordinada substantiva objetiva direta - funciona como objeto direto do verbo da oração principal. Pode ser introduzida por pronomes ou advérbios interrogativos, quando nas frases interrogativas indiretas.

Se o sujeito do verbo da oração principal estiver nela, a oração será objetiva direta. Caso contrário, a oração será subjetiva.

Oração subordinada substantiva objetiva indireta - funciona como objeto indireto do verbo (VTI ou VTDI) da oração principal. A preposição pode vir implícita.

Oração subordinada substantiva completiva nominal - funciona como complemento nominal de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) da oração principal. A preposição pode vir elíptica.

Oração subordinada substantiva predicativa - funciona como predicativo do sujeito da oração principal. Aparece sempre depois do verbo ser.

Se o verbo de ligação terminar a oração principal, a oração é predicativa. Se começar a oração principal, a oração é subjetiva.

Oração subordinada substantiva apositiva - funciona como aposto da oração principal. Aparece frequentemente depois de dois-pontos e, às vezes, entre vírgulas ou travessões. Neste caso excepcional, a conjunção integrante pode ser retirada.

Oração subordinada subordinada agente da passiva - funciona como agente da passiva da oração principal. É sempre justaposta, iniciada pela preposição de ou por + pronome indefinido. Não é reconhecida pela NGB, mas muitos gramáticos reconhecem sua existência.

Só te peço uma coisa: que encontres a solução. (explica e esclarece - oração apositiva)
Meu irmão, que é meu amigo, faz tudo certo. (qualifica e caracteriza - oração adjetiva explicativa)

Resumo - Análise Sintática Externa - Prof. Fábio Alves

Oração: absoluta / principal / coordenada / subordinada / reduzida / intercalada / justaposta

Coordenada: assindética / sindética (introduzida por conjunção coordenativa)
Sindética: aditiva / adversativa / alternativa / explicativa / conclusiva

Subordinada: substantiva (iniciada por conjunção integrante, pronome ou advérbio interrogativo) / adjetiva (iniciada por pronome relativo) / adverbial (iniciada por qualquer tipo de conjunção subordinativa, exceto as integrantes)

Substantiva: subjetiva / objetiva direta / objetiva indireta / predicativa / completiva nominal / apositiva / agente da passiva
Adjetiva: restritiva / explicativa
Adverbial: causal / consecutiva / concessiva / condicional / conformativa / comparativa / temporal / final / proporcional / modal / locativa
Reduzida: de infinitivo / de gerúndio / de particípio

Coordenação - independência sintática e dependência semântica

Ordem direta: sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial (+ conjunção)

Subordinação - dependência sintática e independência semântica

Oração subordinada substantiva - exerce as funções próprias do substantivo
Oração subordinada adjetiva - exerce as funções próprias do adjetivo
Oração subordinada adverbial - exerce as funções próprias do advérbio

Uma conjunção, várias classificações - polissemia conjuntiva:

poli = vários / semia - sentido / conjuntivo - conjunção, ou seja, vários sentidos da mesma conjunção
como - causal, comparativa e conformativa
desde que - temporal e condicional
que - aditiva, explicatva, adversativa, integrante, causal, consecutiva, comparativa, final e concessiva
se - integrante, condicional e causal
uma vez que - condicional e causal
sem que - consecutiva, condicional, concessiva e modal

Equivalência entre termos da oração e orações:

sujeito - oração subordinada substantiva subjetiva
predicativo - oração subordinada substantiva predicativa
complemento nominal - oração subordinada substantiva completiva nominal
aposto - oração subordinada substantiva apositiva
agente da passiva - oração subordinada substantiva agente da passiva
objeto direto - oração subordinada substantiva objetiva direta
objeto indireto - oração subordinada substantiva objetiva indireta
adjunto adnominal - oração subordinada adjetiva
adjunto adverbial - oração subordinada adverbial

Um parágrafo é composto pela mistura de todas as orações: absolutas, coordenadas, subordinadas e reduzidas

Sunday, June 21, 2020

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (6)

Vocativo - termo de natureza exclamativa, tem por função chamar, invocar ou interpelar um ouvinte, real ou hipotético, relaciona-se à segunda ou terceira pessoa do discurso, além da primeira pessoa do plural, é separado por vírgula e pode vir precedido de interjeições de apelo. É o único termo independente da oração, não se liga ao verbo nem ao nome, não faz parte do sujeito nem do predicado. Não deve ser confundido com o sujeito nem com o aposto.

Extra: não se devem confundir as interjeições ó e oh. Ó é uma interjeição vocativa, enquanto oh é uma interjeição exclamativa que expressa admiração, espanto, dor, alegria etc.

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (5)

Adjunto adverbial - termo acessório da oração que tem valor circunstancial, modifica um verbo, um adjetivo, um advérbio ou uma oração, pode vir preposicionado ou não. É representado por um advérbio, locução adverbial ou expressão de valor adverbial. Não deve ser confundido com o objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adnominal.

Adjuntos adverbiais: lugar, tempo, modo, intensidade, afirmação, negação, dúvida, instrumento, meio, causa, companhia, finalidade, oposição, assunto, preço, matéria, concessão, condição

Aposto - elemento de natureza substantiva que explica outro elemento de natureza substantiva e ambos têm, basicamente, o mesmo significado

Tipos de aposto:

explicativo - identifica ou explica outro termo. É separado por vírgula, travessão ou parênteses
enumerativo - desenvolve uma ideia anterior. É separado por dois-pontos
resumitivo ou recapitulativo - resume termos anteriores, através de um pronome indefinido
especificativo - individualiza um substantivo de sentido genérico. Normalmente é um nome próprio de pessoa ou lugar e não aparece entre vírgulas
distributivo - distribui as informações de termos separadamente, através de um pronome demonstrativo. Geralmente é usado com ponto e vírgula
comparativo - estabelece uma comparação sem a presença de elemento conectivo, evidenciando um caráter metafórico

Atenção:

O estado de São Paulo é altamente desenvolvido. (é possível estabelecer a igualdade São Paulo = estado, logo, aposto especificativo)
O povo de São Paulo é generoso. (é impossível estabelecer a igualdade São Paulo = povo, logo, adjunto adnominal)

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (4)

Voz ativa - sujeito agente: o sujeito pratica a ação
Voz passiva - sujeito paciente: o sujeito sofre a ação e o agente da passiva pratica a ação
Voz reflexiva - sujeito agente e paciente
Voz recíproca - dois ou mais sujeitos praticam e recebem a ação

Conversão da voz ativa na voz passiva analítica:

objeto direto > sujeito
sujeito > agente da passiva
verbo transitivo > locução verbal

Conversão da voz ativa na voz passiva sintética:

objeto direto > sujeito
sujeito > se (pronome apassivador)
verbo transitivo > sem alteração

Características do agente da passiva - próprio da voz passiva analítica, é sempre quem pratica a ação, sempre ligado a verbo no particípio, é sempre preposicionado (preposições por ou de). Não deve ser confundido com o complemento nominal nem com o objeto indireto. Assim como o objeto direto e o objeto indireto, faz parte do predicado.

Adjunto adnominal - modifica um substantivo, qualificando-o, especificando-o, determinando-o ou individualizando-o. É representado por um artigo, adjetivo, locução adjetiva, pronome adjetivo (possessivo, demonstrativo, indefinido, interrogativo ou relativo) e numeral. Assim como o complemento nominal, pode fazer parte de qualquer termo da oração.

Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal:

Adjunto adnominal - acompanha, qualifica nomes
Complemento nominal - complementa nomes

Adjunto adnominal - é termo acessório, dispensável
Complemento nominal - é termo integrante, indispensável

Adjunto adnominal - acompanha substantivos
Complemento nominal - complementa substantivos, adjetivos e advérbios

Adjunto adnominal - acompanha substantivos concretos e abstratos
Complemento nominal - complementa substantivos abstratos

Adjunto adnominal - tem sentido ativo (agente), executor da ação
Complemento nominal - tem sentido passivo (paciente), alvo da ação

Adjunto adnominal - pode indicar posse
Complemento nominal - nunca indica posse

Adjunto adnominal - preposicionado apenas quando representado por locução adjetiva
Complemento nominal - sempre preposicionado

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (3)

Preposições - a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás

Transitividade dos verbos - aspirar, assistir, atender, agradar, chamar, chegar, custar, confraternizar, consistir, esquecer, lembrar, informar, implicar, namorar, obedecer, desobedecer, pagar, agradecer, perdoar, morar, residir, precisar, preferir, presidir, proceder, querer, responder, simpatizar, suceder, visar

Um único verbo pode ter várias transitividades, dependendo do sentido, ou pode ser transitivo direto ou indireto, com o mesmo sentido. Consulte dicionários especializados em regência verbal, como o Dicionário Prático de Regência Verbal de Celso Pedro Luft.

Assistir - ver, ajudar, pertencer, morar

ajudar - VTD ou VTI / ver - VTI / pertencer - VTI / morar - VI

Transitividade verbal - relação que se estabelece entre o verbo e seus complementos

Atenção: chegar, morrer, sair, voltar, comparecer, ir, retornar, morar, existir, acontecer e faltar são VI

Objeto direto - liga-se ao verbo sem preposição

Objeto direto preposicionado - objeto direto precedido de preposição: pronome relativo quem, pronome oblíquo tônico, para evitar ambiguidade, nome próprio referente a pessoa, pronome de tratamento, demonstrativo, indefinido ou interrogativo, numeral ambos, construções idiomáticas enfáticas, para dar ideia de parte, porção, expressão de reciprocidade, para coordenar pronome oblíquo e substantivo, construção comparativa, conjunções como, que e do que, objeto iniciando a oração, por razões de ênfase

Objeto direto e indireto pleonásticos - são os objetos que, por motivos de ênfase, aparecem repetidos

Objeto indireto - liga-se ao verbo com preposição.

Preposições mais usadas: em, com, a, de, por e para

Verbos: favorecer, depender, criticar...
Nomes: favorável, dependente / dependência, crítica...

Complemento nominal - termo que completa o sentido de um nome, sempre iniciado por preposição. Completa o sentido de substantivos abstratos, adjetivos e advérbios

Advérbios de base nominal: favorável = favoravelmente / independente = independentemente / concomitante = concomitantemente

Objeto indireto - completa o sentido de verbos transitivos indiretos
Complemento nominal - completa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios

Ambos são precedidos de preposição

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (2)

Sujeito inexistente / oração sem sujeito / sujeito zero - são orações construídas com verbos impessoais, na 3ª pessoa do singular e, se acompanhados de verbos auxiliares, transmitem a eles sua impessoalidade. Apesar de o sujeito ser um termo essencial, há orações construídas apenas de predicado.

1) haver (no sentido de existir, ocorrer, realizar-se)

2) fazer, ser e estar (indicando fenômeno meteorológico, tempo decorrido, hora, data ou distância)

fazer e estar = sempre no singular / ser - singular ou plural, de acordo com o predicativo

3) verbos que indicam fenômenos da natureza, desde que usados em sentido literal

Observações:

Verbos que indicam fenômenos naturais, usados em sentido figurado, deixam de ser impessoais para ser pessoais.

Também são impessoais os verbos passar, bastar e chegar, seguidos da preposição de.

Os verbos existir, acontecer e ocorrer têm sujeito.

Existir, acontecer e ocorrer = intransitivos / haver = transitivo direto, com objeto direto

Mesmo o objeto direto estando no plural, o verbo permanece no singular.

Em locuções verbais, o verbo principal transmite sua impessoalidade para o auxiliar.

Fazer e haver podem ser pessoais

Tipos de predicado: predicado nominal, verbal e verbo-nominal ou misto

Classificação morfológica de verbo - expressa ação, estado, mudança de estado, fenômeno climático, existência, acontecimento, desejo ou atividade mental (processos)

Predicação verbal - relação que se estabelece entre o sujeito e o verbo ou entre o verbo e seus complementos

ação = transita / estado = liga / fenômeno da natureza = não transita

Verbos de ligação - ligam o sujeito a uma qualidade ou característica, chamada de predicativo. Principais: ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar, andar, virar, tornar-se

Divisão dos verbos significativos: intransitivos e transitivos - diretos, indiretos e diretos e indiretos

Classificação sintática dos verbos - VLig, VI, VTD, VTI, VTDI: de ligação - estado / significativos - ação

Verbos intransitivos - expressam uma ideia completa, não necessitam de complemento, mas podem vir acompanhados de adjunto adverbial ou predicativo

Verbos transitivos - têm sentido incompleto, exigem um complemento

Verbo transitivo direto - exige complemento sem preposição, liga-se diretamente ao verbo

Verbo transitivo indireto - exige complemento com preposição, liga-se indiretamente ao verbo

Verbo transitivo direto e indireto - exige dois complementos: um com preposição e outro sem preposição

Uma questão de contexto: 'virar' - pode ser intransitivo, transitivo direto ou de ligação / 'falar' - pode ser intransitivo, transitivo direto, transitivo indireto ou transitivo direto e indireto / 'andar' - de ligação ou intransitivo

Predicado nominal - verbo de ligação + predicativo do sujeito

O núcleo é um nome: substantivo, adjetivo, pronome ou numeral

Predicado verbal - verbo intransitivo ou transitivo

O núcleo é um verbo de ação

Predicado verbo-nominal - verbo transitivo ou intransitivo + predicativo do sujeito ou do objeto com verbo de ligação implícito

Dois núcleos: o verbo e o nome (predicativo). Na fusão dos dois predicados, o verbo de ligação fica subentendido.

Pode haver ambiguidade nos casos de distinção entre predicativo do objeto e adjunto adnominal

Resumo - Análise Sintática Interna - Prof. Fábio Alves (1)

Termos da Oração - introdução:

Analisar sintaticamente uma oração é reconhecer a função que cada termo exerce dentro de um período.

Termos essenciais da oração: sujeito, predicado e predicativo do sujeito
Termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva
Termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto
Termo independente da oração: vocativo

Termos relacionados ao nome: adjunto adnominal, complemento nominal, aposto e predicativo
Termos relacionados ao verbo: objeto direto, objeto indireto, adjunto adverbial e agente da passiva

Funções nominais: substantivos e palavras substantivadas, artigos, adjetivos e locuções adjetivas, numerais e pronomes
Funções verbais: verbos e locuções verbais e advérbios
Sem função sintática: preposições, conjunções, interjeições e palavras denotativas

Análise sintática:

1º passo - localizar o verbo
2º passo - dividir a oração em sujeito e predicado
3º passo - encontrar os núcleos
4º passo - denominar os termos

Sujeito - palavra ou conjunto de palavras com o qual deve concordar/concorda, ser a respeito do qual se dá uma informação, termo que pratica a ação (sujeito agente ou ativo), sofre a ação (sujeito paciente ou passivo) ou pratica e sofre a ação simultaneamente (sujeito agente e paciente ou reflexivo)

Como localizar o sujeito: o que é que = coisa / quem é que = pessoa

Predicado - é a informação que se dá a respeito do sujeito

Ordem direta: sujeito + verbo + complemento do verbo + adjunto adverbial (+ conjunção)

Classificação do sujeito: simples, composto, oculto, indeterminado, inexistente e oracional (oração subordinada substantiva subjetiva)

Núcleo - palavra mais importante do sujeito. Pode ser um substantivo, um pronome pessoal reto, um pronome de tratamento, um pronome demonstrativo, um pronome indefinido, um pronome interrogativo, um pronome relativo, um numeral ou uma palavra substantivada. Nunca é introduzido por preposição e nunca pode ser um advérbio. Eventualmente, pode ser representado por um pronome pessoal oblíquo, com verbo causativo ou sensitivo.

Sujeito simples - possui apenas um núcleo

Sujeito composto - possui mais de um núcleo

Sujeito oculto, elíptico, implícito, desinencial ou subentendido - não está expresso, mas se deduz do contexto

Verbo no imperativo - sujeito oculto

Sujeito indeterminado - não se pode ou não se quer indicar o sujeito

3 formas de indeterminar o sujeito:

verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a nenhum sujeito

Se houver qualquer referência, o sujeito será determinado

verbo transitivo indireto, intransitivo, de ligação ou transitivo direto seguido de objeto direto preposicionado, ambos na 3ª pessoa do singular acompanhados do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito

Caso o verbo seja transitivo direto ou transitivo direto e indireto acompanhado do pronome se, este será pronome apassivador, admitindo voz passiva analítica.

verbo no infinitivo impessoal